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Informações sobre Doação de Órgãos e Tecidos:
Disk Saúde 0800 61 1997
Central de Transplantes RS (51) 3319 3346
CIHDOTT / HSVP (54) 2103 4058
e-mail: cihdott@hsvp.com.br |
AS 10 PERGUNTAS MAIS FREQUENTES SOBRE DOAÇÃO DE ÓRGÃOS:
- É difícil ser um doador de órgãos?
Não. É muito fácil e não exige nenhuma burocracia. Basta você conversar com os
seus familiares e deixar bem claro a sua vontade de doar os órgãos. Não há
necessidade de deixar nenhum documento assinado, pois os órgãos somente são
doados com a autorização expressa dos familiares.
- Se no momento da minha morte os meus familiares não assinarem o termo de
doação de órgãos, mesmo que eu tenha manifestado em vida a minha vontade, o que
acontecerá com os meus órgãos?
Nada. Ninguém irá retirá-los, pois os seus familiares não concordaram com a
doação. Por este motivo, é muito importante que os seus familiares diretos
estejam bem esclarecidos da sua vontade. Quando isto acontece, ela é sempre
respeitada.
- Qual a diferença entre morte encefálica e coma? Quem está em coma pode
doar órgãos?
A morte encefálica, comumente conhecida como morte cerebral, representa a perda
irreversível das funções vitais que mantêm a vida, como perda da consciência e
da capacidade de respirar, o que significa que o indivíduo está morto. O coração
permanece batendo por pouco tempo e é neste período que os órgãos podem ser
utilizados para transplante.
O coma representa uma lesão cerebral grave, mas que pode ser reversível e,
portanto, o paciente não é doador de órgãos. A morte encefálica também não deve
ser confundida com o estado vegetativo persistente, em que o paciente tem uma
lesão cerebral, permanece em coma por meses ou anos, mas mantém a capacidade de
respirar.
No entanto, se o indivíduo em coma ou em estado vegetativo persistente evoluir
para um quadro de morte encefálica, que é irreversível, poderá se tornar um
doador.
- É muito difícil fazer o diagnóstico diferencial entre morte encefálica e
coma?
Não. Por meio de exame clínico é possível fazer o diagnóstico de cada um deles.
Esse é um processo frequente e muito seguro no Brasil, que possui um dos
protocolos de morte encefálica mais rígidos do mundo. No nosso país, a morte
encefálica precisa ser confirmada por dois médicos especialistas e por exames
específicos, o que torna o diagnóstico seguro.
- Como os órgãos são distribuídos? Existe uma fila dos receptores de
órgãos?
Todo paciente que necessita de um transplante precisa obrigatoriamente estar
inscrito em uma Central de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde
distribuída pelos diferentes estados do Brasil. No registro são colocados os
dados do candidato ao transplante e, a partir de então, ele aguarda por um órgão
que seja compatível com as suas características.
As filas são controladas pelas Centrais de Transplantes de tal forma que os
critérios médicos e ordem de inscrição são totalmente respeitados. Portanto, a
fila de espera por um órgão não funciona unicamente por ordem de inscrição.
Primeiro, o órgão precisa ser compatível com o receptor. Depois é selecionado,
daqueles compatíveis, quem tem maior tempo de espera na lista. Para isto, se
conta com um programa de computador que faz a distribuição dos órgãos de forma
muito bem determinada.
- Os órgãos podem ser vendidos? Quanto custa cada um deles?
Não! Qualquer manifestação de vender ou comprar órgãos é crime. Nenhum
transplante de órgãos é realizado no Brasil sem o conhecimento das Centrais de
Transplantes das Secretarias de Estado da Saúde, portanto esta possibilidade não
ocorre. Doação é um ato de livre e espontânea vontade e de amor ao próximo.
- Notícias sobre pessoas que foram sequestradas e tiveram os seus órgãos
retirados têm fundamento?
Não. O transplante é uma operação muito delicada e realizada somente em Centro
Cirúrgico e em Hospitais Especializados. Os órgãos são distribuídos para estes
hospitais pelas Centrais de Transplantes. Portanto, estas notícias são
completamente infundadas e prestam total desserviço à população.
- Quais os órgãos que podem ser doados em vida e quais podem ser doados
após a morte?
A falta de doadores falecidos faz com que se utilize a doação intervivos. Nesse
caso, é possível doar um dos rins, que é o transplante intervivos mais comum. Em
situações especiais pode-se doar parte do fígado ou do pulmão.
Do doador falecido podem ser retirados para transplante: 2 córneas, 2 rins, 2
pulmões, fígado, coração, pâncreas, intestino, pele, ossos e tendões. Um único
doador pode salvar muitas vidas.
- Todo indivíduo em morte encefálica é doador? Conheço famílias que
doaram, mas os órgãos não foram utilizados. Isto é possível?
Sim. Há casos em que as famílias querem doar, concordam com a doação, mas os
órgãos não podem ser utilizados. Isso acontece se o doador for portador de
doença infecto-contagiosa, tiver permanecido por tempo prolongado em choque ou
tiver diagnóstico de câncer. Em situações raras, a distância entre o doador e o
receptor pode comprometer a qualidade de preservação do órgão. Nestas situações,
as famílias são comunicadas sobre o motivo da recusa dos órgãos e não devem
ficar decepcionadas, pois a vontade do doador foi totalmente respeitada.
- Como fica o corpo do doador após a retirada de múltiplos órgãos? Fica
muito deformado?
A retirada de órgãos é um procedimento cirúrgico muito delicado, que não causa a
mutilação do corpo. São retirados apenas os órgãos para ser transplantados, como
se fosse uma cirurgia de rotina, após a qual o corpo é liberado aos familiares
para o sepultamento..
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