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Vagas no CTI Neonatal são administradas pela Central de Leitos do Estado
15/06/2012

 O Centro de Tratamento Intensivo Pediátrico e Neonatal do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo possui 18 leitos destinados ao atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Em sua maioria, as internações são oriundas de gestações de alto risco, provenientes de todo o Rio Grande do Sul (RS). O controle e a destinação dos pacientes para estas vagas são de responsabilidades da Central de Leitos do RS.

Assim que a equipe médica identifica a gravidez de alto risco e a necessidade do encaminhamento para um hospital de alta complexidade, é preciso comunicar a Central de Leitos que tem o dever de procurar a vaga adequada, conforme as necessidades da paciente. “Geralmente o médico responsável pelos hospitais de baixa e média complexidades, entra em contato conosco e solicita a transferência da gestante. Se tivermos vagas no CTI Neonatal autorizamos a transferência da paciente. Caso o HSVP não tenha no momento leitos disponíveis, a orientação que passamos é contatar a Central de Leitos que irá verificar as vagas no Estado”, ressaltou o médico obstetra responsável pelo Centro Obstétrico do HSVP, Dr. José Osvaldo Drum.

Em casos especiais, quando se trata do atendimento de urgência às gestantes de alto risco, o procedimento adotado pelo HSVP é outro. “Se a paciente não fez acompanhamento e chega ao hospital em trabalho de parto o atendimento é realizado e a gestante ganha o bebê na instituição. Porém, se não houver leito disponível no CTI Neonatal contatamos a Central de Leitos, que leva em média 24 horas para dar retorno da disponibilidade de vagas neonatais no estado. Enquanto isso, os bebês aguardam na Unidade de Observação de Recém-Nascidos de Risco (berçário da Maternidade) que não dispõe de estrutura de alta complexidade para os cuidados necessários”, informou a enfermeira obstetra da Maternidade, Cleusa de Carvalho.

A transferência para outra instituição traz mais problemas, tanto para a gestante que fica internada no hospital que ganhou o bebê, como para o recém-nascido que é transferido. “O adequado é o transporte feito intra-útero, portanto não é recomendável que a paciente ganhe o bebê em um hospital e depois ele seja transferido para outro. Casos de urgência são sempre atendidos, mas o aconselhável é que se faça um acompanhamento gestacional e que o médico comunique a Central de Leitos para que a vaga para a mãe e o bebê seja garantida no mesmo hospital”, alertou o médico obstetra.

A equipe do CTI Neonatal do HSVP atualiza diariamente a disponibilidade de leitos na unidade. “O controle de ocupação de leitos do SUS é atualizado duas vezes ao dia pela equipe do CTI Neonatal, através do sistema de Administração Geral dos Hospitais (AGHOS). Além disso, a Central de Leitos entra em contato conosco em diferentes horários do dia para informarmos a disposição de leitos. Geralmente, assim que há uma vaga ela é ocupada no mesmo dia por outro paciente”, informou a enfermeira responsável técnica pelo CTI Neonatal, Josevane Conte.

Distante de casa
A quase 300 quilômetros longe de casa, a doméstica Marizete Liscano Dutra (34) veio de São Luiz Gonzaga, próximo a fronteira com a Argentina, para dar a luz a filha Dienifer Estefani Dutra da Rosa, que nasceu no dia 12 de junho. Após permanecer uma semana internada com o diagnóstico de Pré-eclâmpsia no Hospital São Luiz Gonzaga, a gestante foi encaminhada para o HSVP pela Central de Leitos.

“Provavelmente ficarei mais uma semana internada. Aqui é muito longe de casa e a minha família, além de meu esposo e da minha mãe, não pôde conhecer a Dienifer ainda. Estou preocupada, pois tenho mais dois filhos e eles ficaram com amigos. Não tenho notícias deles e o coração de mãe sempre fica apertado” relatou Marizete.

Para que a mãe de Marizete pudesse voltar para casa, Adão Silva César da Rosa abandonou o trabalho de pedreiro em São Luiz Gonzaga para acompanhar a esposa em Passo Fundo. “Foi necessário me afastar do trabalho e nesse período ficarei sem receber. Se estivéssemos mais próximos de casa, outros parentes também poderiam acompanhar a minha esposa. Fico muito grato por termos conseguido o leito aqui no HSVP, pois ela precisava de uma estrutura mais complexa para ganhar a bebê. Gostaria que tivesse mais vagas pelo SUS, mais próximo de casa, pois aí não precisaríamos nos deslocar de tão longe”, concluiu Adão.

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