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Pioneiro no transplante lamelar profundo no interior do estado
12/07/2013

 O primeiro transplante de córnea foi realizado em 1905 pelo austríaco Edward Zirm. No Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), de Passo Fundo, o primeiro transplante aconteceu em 1996, iniciando também a trajetória de transplantes no hospital. Desde lá, obtivemos avanços muito significativos. Atualmente no HSVP, o oftalmologista Dr. Paulo Silber é precursor do transplante lamelar profundo no interior do estado.

O transplante lamelar profundo teve seus estudos iniciados na década de 50. O procedimento consistia na troca de parte da córnea e não sua espessura total. Porém, a transparência da córnea após esses transplantes era inferior aos transplantes de espessura total. Nos anos 80 e 90 foram retomadas as pesquisas dos transplantes lamelares pela dissecção com ar da última camada de células durante o transoperatório, que permitiu a troca de toda córnea, exceto o endotélio. “Com isso, preserva-se o que o paciente tem de melhor, diminui-se o tempo de recuperação, o risco de rejeição e de complicações graves que podem ocorrer devido a descompressão que é promovida na técnica convencional. Além disso, o cirurgião faz a cirurgia com o olho praticamente fechado, expondo menos o seu paciente ao ambiente”, explica Silber.

Com esta técnica já foram feitos mais de 20 procedimentos no HSVP, de pacientes com idades variadas e com resultado pós-operatório significativamente superior à técnica convencional em relação ao tempo de recuperação, rejeição e controle do astigmatismo. “No transplante lamelar profundo disseca-se toda a córnea em profundidade, exceto a última camada de células, chamadas células endoteliais, que são responsáveis pela manutenção da transparência do tecido. Em jovens que possuem ceratocone esta técnica é muito benéfica, pois com outros procedimentos ocorre uma degeneração da córnea, que promove aumento do astigmatismo e miopia. Com o transplante lamelar profundo, o endotélio, a última camada, é sadio e pode ser preservado”, ressalta o cirurgião.

Buscando trocar experiências sobre o transplante com cirurgiões do país e do exterior, Silber apresentou no início de julho, um trabalho no Congresso Internacional da Santa Casa de São Paulo. “No Brasil e no mundo são poucos os centros que dominam esta técnica. O transplante lamelar profundo tem sido realizado pelos maiores centros de transplantes em todo mundo e é a primeira indicação em pacientes que possuem a última camada sadia, como no ceratocone. A técnica é difícil, mesmo para cirurgião experiente, exige maior tempo cirúrgico e algumas vezes é necessário que se converta ao transplante penetrante. Mesmo assim, este procedimento veio para ficar”.

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