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Estudo sobre leucemia mieloide é apresentado em congresso de hematologia

30/12/2016

A hematologista do Serviço de Hematologia do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) e professora da Universidade de Passo Fundo (UPF), Denise Ramos de Almeida coordenou o trabalho científico Leucemia Mieloide Aguda: avaliação citogenética e sua implicação prognóstica – revisão de casos. O pôster produzido pelos acadêmicos da Faculdade de Medicina da UPF, Diniz Lamaison, Otávio Rossa e Robinson Kaczmarck foi apresentado no Congresso Brasileiro de Hematologia e Hemoterapia, o HEMO 2016, realizado de 10 a 13 de novembro, em Florianópolis. O estudo também foi publicado na Revista da AMRIGS.

Segundo os autores, o objetivo principal do trabalho foi caracterizar os pacientes com Leucemia Mieloide Aguda (LMA) atendidos no Hospital São Vicente de Paulo, diagnosticados em 2009 à 2014, com relação ao seu padrão citogenético ao diagnóstico e correlacionar com a resposta ao tratamento.

Para desenvolver o estudo, os autores coletaram dados sobre os pacientes com Leucemia Mieloide Aguda, de janeiro de 2009 à dezembro de 2014. Dentre os critérios de inclusão observou-se a consistência do prontuário no que diz respeito aos dados de identificação do paciente, ao diagnóstico laboratorial, ao morfológico medular, a imunofenotipagem e citogénetica. Preencheram os critérios de inclusão 38 pacientes com LMA e 100% obtiveram cariótipo; 29 com alterações, totalizando 76,3%.

No estudo, os autores apontaram que a LMA corresponde a 90% de todas as leucemias agudas nos adultos. A citogenética é componente-chave para avaliação prognóstica e 50 a 60% dos pacientes têm anormalidades no cariótipo. “Neste estudo, obtiveram-se alterações citogenéticas em 76,3% dos casos. Em nossa realidade, as alterações citogenéticas sugestivas de bom prognóstico foram mais encontradas na faixa etária jovem, com média de idade de 25 anos, equivalendo a 56,26% das alterações de cariótipo. Dos pacientes que apresentaram alterações relacionadas a mal prognóstico, 80% receberam indução quimioterápica, mas nenhum obteve remissão completa; destes, 87,5% evoluíram para remissão parcial e LMA refratária”.

Desta forma, o trabalho científico permitiu os autores observarem a correlação entre as alterações citogenéticas encontradas em pacientes com diagnóstico de LMA e seus respectivos prognósticos, ressaltando a importância da avaliação do cariótipo durante o manejo desses casos.

Foto: Dra. Denise Ramos de Almeida coordenou o trabalho sobre Leucemia Mieloide Aguda (Foto Divulgação/Assessoria de Comunicação HSVP)