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94% dos bebês atendidos no CTI Neonatal receberam alta hospitalar

10/01/2017

 Profissionais especializados, equipamentos de ponta e cuidado humanizado são essenciais no atendimento de bebês prematuros. O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo é referência no interior do estado nesse quesito. Em 2016, o Centro de Tratamento Intensivo Neonatal e Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional (UCINCO) receberam 438 pacientes, uma média de 36 bebês por mês, sendo que a taxa de alta hospitalar chegou a 94%. Esse é o resultado de se ter uma estrutura de alta complexidade aliada à assistência multiprofissional capacitada e humanizada.

A enfermeira Josevane Conte ressalta que o HSVP atende bebês das regiões Norte e Missioneira do Rio Grande do Sul e também de algumas cidades de Santa Catarina. Dos 438 bebês atendidos, 238 eram provenientes da região e 155 de Passo Fundo. “A estrutura do CTI Neonatal do HSVP é de alta complexidade, com tecnologias que facilitam o cuidado e aumentam as taxas de sobrevida dos bebês, como por exemplo as incubadoras umidificadas. Além da estrutura, temos uma equipe de médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos, psicólogos, técnicos de Enfermagem, fisioterapeutas e nutricionistas que trabalham de forma multidisciplinar, discutindo os casos e encontrando as melhoras formas de cuidado e tratamento”, relata a enfermeira. Ela salienta ainda que o espaço conta com 18 leitos na CTI Neonatal, sendo que 12 são para pacientes extremamente graves, e 8 leitos na unidade UCINCO, onde são realizados cuidados intermediários e o bebê está quase recebendo alta hospitalar. “No ano passado tivemos vários casos de prematuros extremos, com 24, 25 semanas de gestão e tivemos bons resultados. Se compararmos com uma gestação de 39 semanas percebemos que é bastante diferença, esses bebês se desenvolvem dentro da incubadora e ficam mais suscetíveis ao manejo, as infecções, por isso o cuidado é minucioso”.

A prematuridade na maioria da vezes é uma surpresa para pais e mães, que ficam assustados com a situação. “Mesmo com uma maior taxa de sobrevida para os prematuros, muitos pais se assustam com a notícia que os filhos vão precisar ficar na CTI. Quando o bebê prematuro nasce o pai e mãe caem em um mundo totalmente diferente. Mas com o passar dos dias esses pais vão se adaptando a rotina de visitas, de cuidados até a chegada da alta”, enfatiza a médica Pediatra e coordenadora do CTI Neonatal e UCINCO do HSVP, Jaqueline Cabeda. Além de cuidar dos bebês ela salienta que a equipe dá suporte a estes pais, que precisam estar bem para acompanhar o dia a dia dos pequenos. A equipe escuta os pais e os orienta, para que se sintam amparados e confiantes com o cuidado dos filhos. “Nós nos preocupamos com as mães, se estão dormindo se alimentando, pois precisam estar bem para produzir o leite, pensamos nos pais que muitas vezes ficam no trabalho e podem ver os filhos só a noite e também quando a família é de outra cidade procuramos saber onde estão hospedados e disponibilizamos as refeições para o acompanhante do bebê”, explica Josevane.

Carinho que ajuda no tratamento
A enfermeira Alessandra Silva relata quem um dos destaques do trabalho da CTI Neonatal é a humanização do atendimento. Ela relata que toda a equipe busca sempre humanizar o cuidado e buscar técnicas que melhorem o atendimento e acelerem a alta. Exemplos disso, são as técnicas do cuidado Canguru, a técnica do Casulo e o banho de Ofurô. “Nós implantamos o banho de ofurô, que relaxa, acalma e ajuda no ganho de peso dos bebês, na coleta dos exames nós enrolamos o bebê, que é uma técnica que causa menos dor para a criança e traz mais segurança para o profissional, além de cuidado carinhoso e atencioso tanto para o bebê como para a família. Quanto menos traumas esse bebê tiver no CTI melhor será sua qualidade de vida no futuro”, pontua.

Cuidado pioneiro no país, desenvolvido pela Dra. Jaqueline a técnica do Casulo já tem resultados comprovados no atendimento aos pequenos. Na técnica, o bebê fica envolto em um saquinho, que recebeu o nome de Casulo, fechado em cima e embaixo, formando uma membrana como se o bebê estivesse dentro da barriga da mãe. O tecido é maleável, permitindo que o bebê mexa-se normalmente dentro do Casulo. “Todos os bebês estáveis, a partir do sétimo dia já estão liberados para fazer o Casulo. Depois que iniciamos a técnica percebemos um maior ganho de peso, os bebês se sentem mais seguros, não se assustam tanto com os ruídos e choram menos”, salienta Jaqueline. Alessandra também pontua que com o Casulo os bebês dormem melhor o que ajuda no crescimento e ganho de peso, acelerando a alta hospitalar.

O cuidado Canguru, que é realizado desde 2002, caracterizado por proporcionar o contato pele a pele entre os pais e o bebê, auxilia no ganho de peso dos bebês, acelera a alta hospitalar e fortalece o laço entre os pais e o bebê. “As vantagens são inúmeras. Sem fazer o canguru os prematuros ganham até 0,15 kg dia e após o canguru eles ganham 0,25 a 0,35 gramas dia. É uma evolução vantajosa para mãe, para nós e, principalmente, para o bebê”, aponta a enfermeira Alessandra.

Cuidado aprovado pelos pais
José Carlos Graeff e Vanessa dos Santos, agradecem aos cuidados da equipe, 11 dias após o nascimento dos gêmeos Ana Beatriz e Pedro Henrique. De Venâncio Aires, a família enfrentou momentos de angústia quando com 33 semanas, no dia 31 de dezembro de 2016, Vanessa entrou em trabalho de parto. Os gêmeos precisavam de atendimento em uma UTI Neonatal e assim iniciou-se uma corrida contra o tempo. Como não haviam leitos na região eles foram encaminhados para o HSVP. “Aqui é um hospital de referência. Os bebês receberam um cuidado incrível, todos os profissionais atenciosos e preparados. Depois da angústia de não saber para onde eles iam, ficou tudo bem e logo vamos para casa”, relatam os pais. Vanessa conta ainda que ficou impressionada com a estrutura disponibilizada. “Eu já esgotei o leite para eles na Sala de Coleta de leite e eles estão se alimentando com meu leite. Achei muito bom e prático, todos os hospitais deveriam ter isso. Sem falar na técnica do Canguru e do banho humanizado, que são ótimas para eles”.


Foto: Ana Beatriz e Pedro Henrique estão bem e logo receberão alta hospitalar ( Foto Assessoria de Comunicação HSVP/Caroline Silvestro)

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