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Julho é mês de alerta dos Sarcomas

28/07/2017

Sarcomas são neoplasias relativamente raras e correspondem a cerca de 1% de todos os tumores. O mês de julho traz o laço amarelo, fazendo um alerta para os sinais, sintomas e diagnóstico precoce desta doença. Conforme o oncologista do Instituto do Câncer Hospital São Vicente, Dr. Nicolas Lazaretti, que atua na área de Sarcomas, as neoplasias deste tipo são classificadas de acordo com o tipo de tecido histológico dos quais derivam, sendo que mais de 30 subtipos já foram descritos. Os Sarcomas podem surgir de tecidos como músculos (rabdomiossarcoma, leiomiossarcoma), cartilagens (condrossarcomas), vasos sangúineos (angiossarcomas) e ossos (osteosarcomas). “Aproximadamente 80% dos sarcomas são provenientes de partes moles e 20% descendem de ossos. Surgem, inicialmente, em cerca de 50% dos casos, nas extremidades, com destaque para os membros inferiores, local de diagnóstico de 30% das lesões. Aproximadamente 35% são intra-abdominais, 10% originam-se no tronco e 5% na cabeça e pescoço. A idade média de diagnóstico é de 65 anos”, explica o especialista.

Segundo Nicolas, geralmente os sarcomas aparecem como massas volumosas, indolores, em locais onde já houve um trauma prévio. “Quando ocorrem em locais visíveis, como nos membros, tronco, ou cabeça e pescoço, o diagnóstico é feito pela biópsia da lesão”, ressalta, pontuando que no caso de doença intra-abdominal, o diagnóstico se inicia, usualmente, por meio de método de imagem, como Tomografia Computadorizada, Ressonância Magnética e, é concluído por meio de uma biópsia intra-abdominal, seja por método guiado por imagem, ou por cirurgia.

Quanto aos fatores de risco dos Sarcomas, o oncologista relata que a maior parte dos sarcomas de partes moles são esporádicos, isto é, acontecem por mutações ao acaso. Mas, em uma pequena parcela dos casos, pode-se identificar fatores predisponentes, como;

-Exposição à radiação ionizante: áreas em que o paciente recebeu radioterapia estão sob maior risco de desenvolvimento de sarcomas.

-Síndromes genéticas familiares: a taxa de incidência de sarcomas é maior em portadores das seguintes, e raras, síndromes genéticas: Li-Fraumeni. Polipose adenomatosa familiar, Neurofibromatose, mutações no gene do retinoblastoma.

-Linfedema: aumenta a probabilidade de linfangiossacoma.

-Traumas em geral: é controversa essa associação, mas alguns autores especulam que áreas submetidas a traumas, cirurgias ou outros danos teciduais estão sob maior risco de desenvolvimento sarcomatoso.

-Agentes químicos: também é uma relação controversa, mas há estudiosos que atrelam a exposição a agentes químicos como herbicidas e dioxina a um risco mais elevado.

Em relação a prevenção da doença, Nicolas evidencia que não existem recomendações formais de prevenção para sarcomas de partes moles. “Evitar exposição a produtos tóxicos e agentes químicos são parte de um senso comum de prevenção de qualquer neoplasia”, orienta.

O tratamento da doença tem como principal arma terapêutica as cirurgias. “A retirada com áreas de tecido normal ao redor (margens livres de neoplasia) é um importante preditor de melhor prognóstico e reduz as chances de disseminação do Sarcoma” enaltece o oncologista, salientando também que a necessidade de complementação do tratamento com radioterapia ou quimioterapia deve ser avaliada individualmente e são modalidades que podem ser empregadas.

Foto: Dr. Nicolas Lazaretti médico gestor do Instituto do Câncer Hospital São Vicente

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