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RS pode ter índice histórico de redução de índice de mortalidade infantil

22/09/2017

A XXI Jornada Sul-Rio-Grandense de Neonatologia e V Encontro Sul-Rio-Grandense de Enfermagem Neonatal é o mais tradicional evento promovido pela Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS). A jornada iniciou nesta quinta-feira, 21 de setembro e acontece até sábado (23/09), no campus 2 da Universidade de Passo Fundo (UPF). Entre diversos assuntos científicos, o evento traz debates sobre avanços e procedimentos que ajudam a reduzir os índices de mortalidade infantil. A jornada tem apoio do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo.

Na primeira atividade do evento, o pediatra Erico Faustini trouxe uma evolução histórica da epidemiologia da mortalidade infantil. Os índices passam por uma redução gradual nas últimas décadas e pode chegar a um indicador histórico ao final de 2017. “Se no passado fomos o primeiro estado brasileiro a baixar de 15%, podemos comemorar que poderemos fechar o ano, sendo os pioneiros a atingir a marca de apenas um dígito no índice de mortalidade infantil, ficando já com números próximos a 9,5%”.

Afecções perinatais e malformações são os principais causadores de mortes, analisando índices de óbitos infantis em 2017. “ Um dado interessante é que, hoje, morrem mais crianças por causas externas do que por doenças respiratórias. Isso chama a atenção, porque mostra que temos uma elevada qualidade na assistência às crianças”, afirmou o pediatra.

Como recomendações ao pré-natal, o esforço dos médicos inclui captação precocemente das gestantes, identificação das gestantes de riscos, realização do número de consultas e exames adequados, tomada de condutas adequadas e identificação de alto risco durante o pré-natal. Como fator decisivo, o médico reforçou a importância de trabalhar os primeiros mil dias, como um dos elementos principais na prevenção de doenças.

A pediatra Eleonora Walcher trouxe o tema da regionalização dos partos, projeto do Governo do Estado do RS. “Precisamos concentrar partos em estruturas melhores, o que inclui equipamentos adequados e recursos humanos. O conceito de regionalização dos partos é muito antigo, tendo iniciado há mais de 50 anos. Precisamos ter coragem para encarar esse problema, promovendo a qualificação do parto. A maioria das mortes acontecem em locais sem a estrutura ideal”, apontou.

A literatura mostra que mais de 60% dos óbitos infantis são evitáveis, por isso políticas públicas voltadas à saúde da mulher e da criança são fundamentais.

A solenidade de abertura, realizada na noite de quinta-feira (21/09) contou com manifestações da representante da diretoria da SPRS, Celia Maria Boff de Magalhães; da coordenadora do Escritório Regional Noroeste, Wania Eloisa Ebert Cechin; a representante da Secretaria Estadual da Saúde, pediatra Eleonora Walcher; o superintendente executivo do Hospital São Vicente de Paulo, Ilário De David; o diretor da Faculdade de Medicina da UPF, Gilberto Bortolini; o presidente do evento e diretor da SPRS, Carlos Humberto Bianchi e o diretor médico do HSVP, Rudah Jorge, que recebeu ainda uma placa com homenagem pelos relevantes serviços prestados.

Foto 1: Debates sobre mortalidade infantil marcaram solenidade de abertura da jornada (Foto Assessoria de Comunicação HSVP/Endil Mello)

Foto 2: Dr. Rudah Jorge foi homenageado pela Sociedade de Pediatria do RS (Foto Assessoria de Comunicação HSVP/Endil Mello)

Foto 3: Pediatra Erico Faustini falou os desafios da redução de mortalidade infantil (Foto Assessoria de Comunicação HSVP/Endil Mello)

Foto 4: O tema regionalização dos partos foi abordado pela pediatra Eleonora Walcher (Foto Assessoria de Comunicação HSVP/Endil Mello)

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