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Diagnóstico precoce é o principal aliado da cura do câncer infantil

25/09/2017

O Câncer Infantil representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil, e segundo estimativas do INCA, em 2017 ocorrerão cerca de 12.600 novos casos. Outro dado importante é que o câncer infantil não é prevenível sendo o diagnóstico precoce e o tratamento em centros especializados as principais armas para o enfrentamento da doença. Diante disso, a informação é valiosa, para que pais, mães, médicos e profissionais de saúde fiquem atentos à sinais e sintomas desta doença. Neste mês de Setembro as informações e alertas sobre a doença são reforçadas pela campanha Setembro Dourado, que tem o objetivo de aumentar o número de diagnósticos precoces e com isso as chances de cura da doença.

Nas últimas quatro décadas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo. Hoje, em torno de 80% das crianças e adolescentes acometidos de câncer podem ser curados, se diagnosticados precocemente. Na luta pelo diagnóstico precoce e cura, o Centro Oncológico Infantojuvenil do Instituto do Câncer Hospital São Vicente mantém o projeto de educação continuada “Atenção, pode ser câncer!”, que busca através de fascículos contínuos levar informação e conhecimento para profissionais da saúde de todo o estado.

O oitavo fascículo deste projeto que promove uma discussão sobre as neoplasias na infância e adolescência foi lançado neste mês e traz como tema “Massas Abdominais na Infância”, abordado pela oncologista pediátrica do Instituto do Câncer Dra. Caroline Fincatto da Silva. Conforme o artigo, as neoplasias abdominais malignas correspondem a cerca de 22% dos cânceres infantis. “Massa abdominal palpável é o achado mais comum e são em sua maioria assintomáticas e reconhecidas acidentalmente pelos pais, cuidadores ou em exame de rotina do pediatra. Em muitos casos essas massas apresentam etiologias benignas, entretanto, as neoplasias malignas se manifestam de modo semelhante, sendo necessário rastreio precoce”, explica a especialista, enaltecendo que a estratégia para o diagnóstico do tumor abdominal inclui história clínica, exame físico e exames laboratoriais e de imagem. “Massa abdominal suspeita, dificuldade de exame da criança, dor abdominal recorrente, sinais e sintomas constitucionais (palidez, dor generalizadas, perda de peso, febre...), hipertensão arterial, puberdade precoce e alteração do hábito intestinal e urinários em crianças que já tenham adquirido o controle dos esfíncteres, são alguns dos sintomas que podem indicar a presença de massas abdominais malignas”.

O projeto tem apoio da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) e o conteúdo completo do fascículo está disponível no site www.hsvp.com.br. “O diagnóstico de câncer ainda é um bicho de sete cabeças, e por isso, muitas vezes é descartada esta hipótese e o diagnóstico precoce não é feito. A opinião pública precisa ser sensibilizada para isso, porque hoje em dia, o câncer é um inimigo comum. Na linha de frente buscamos uma maior sobrevida da população, e por este motivo que o projeto está dentro de um pacote de melhorias, não só em Passo Fundo, mas também no estado”, evidencia Pablo Santiago oncologista pediátrico e coordenador do Centro Oncológico Infantojuvenil.

O número de pacientes vem aumentando nos últimos anos. Em 2009 oito pacientes realizavam tratamento no HSVP, hoje são 59 em tratamento quimioterápico e 300 em acompanhamento. Santiago evidencia que alguns chegam com a doença em estágio avançado e com histórico de longos meses de investigação. Já outros pacientes chegam no início da doença, o que mostra uma maior atenção dos profissionais. “Percebemos também que na medida em que se tem mais informações e esclarecimentos, as pessoas procuram, de forma espontânea, os serviços de oncologia, ou seja, estão alertas para o problema. Além disso, a estrutura tem melhorado, o acesso aos centros especializados está mais rápido e precisamos continuar pesquisando, evoluindo ainda mais, para atingirmos o padrão que há em países desenvolvidos”, reitera o especialista.

Atualização de conhecimentos dos profissionais é fundamental
Dentro da proposta de disseminar informações e atualizar conhecimentos, o Hospital São Vicente de Paulo através do Instituto do Câncer e Centro Oncológico Infantojuvenil promovem a III Jornada de Hematologia e Oncologia Pediátrica - “Atenção pode ser Câncer”. A Jornada acontece nos dias 05 e 06 de outubro, no auditório da Ameplan-Rua Uruguai, 2001, e abordará temas como Oncologia Pediátrica, epidemiologia, sinas e sintomas, Linfomas na infância e adolescência, tumores prevalentes, emergências Oncológicas, Tumores Ósseos, cuidados com paciente oncológico pediátrico além de Cuidados Paliativos em Oncologia pediátrica, tudo isso, abordado de forma multiprofissional por especialistas renomados da área.

As inscrições para a III Jornada de Hematologia e Oncologia Pediátrica estão disponíveis no site www.hsvp.com.br/cursos. O investimento é de R$ 30,00 para estudantes e residentes e de R$ 50,00 para profissionais da saúde. As vagas são limitas e mais informações podem ser obtidas no fone (54) 2103-4132 ou pelo e-mail jornadaoncopedipf@yahoo.com.

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