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Mais de 200 pessoas participam de palestra sobre Cuidados Paliativos

20/10/2017

O Grupo Consultor de Cuidados Paliativos (GCCP) do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), de Passo Fundo, atua desde 2015 com o objetivo de auxiliar as diversas especialidades do hospital a pensar qual a melhor forma de manejo para ajudar os pacientes, crianças e adultos, que estão diante do diagnóstico de uma doença que ameaça a vida e a possibilidade de morte, a viverem com dignidade e qualidade de vida até o seu último suspiro. Sempre preocupados em trazer este tema à tona para atualizar conhecimentos e levar informações para profissionais, acadêmicos e a comunidade, o GCCP promoveu na noite de terça-feira, 17 de outubro, a mesa redonda: “Você está preparado para a morte do seu paciente? ”, no Anfiteatro da Faculdade de Medicina UPF, em alusão ao Dia Mundial dos Cuidados Paliativos celebrado no sábado, dia 14 de outubro. Mais de 200 pessoas participaram do evento.

Na ocasião, o geriatra Daniel Marcolin iniciou a mesa com o tema “Cuidados Paliativos: como estou fazendo? ”. O profissional instigou os participantes a se questionarem sobre o que se espera de uma boa morte, enfatizando que é preciso ter prudência para diferenciar questões éticas importantes que se referem aos conceitos de eutanásia, distanásia e ortotanásia. “Os cuidados paliativos preconizam a ortotanásia em que é respeitado a evolução natural da doença onde os profissionais da saúde buscam amenizar o alívio do sofrimento, físico, social, psicológico e espiritual. Para que isso aconteça é necessário ter uma comunicação honesta com o paciente e a sua família sobre o diagnóstico, tratamento e evolução da doença para que os mesmos participem e compartilhem das decisões”, explicou o especialista.

Com o tema “O olhar humanizado da enfermagem” o enfermeiro Mauricio Luzzi deu sequência a conversa tratando da sensibilidade que o profissional da saúde deve ter para identificar as demandas do paciente, sejam elas relacionadas a nutrição, higiene, conforto e dor. Ele destacou ainda que, o GCCP preocupado com os pacientes que apresentam dificuldade de acesso venoso ou inviabilidade da via oral, devido às condições clínicas, instituiu como técnica realizada pelos enfermeiros da equipe de consultoria a “Hipodermóclise” em que, o paciente através da via subcutânea e com avaliação de critérios farmacológicos recebem medicações que permitem um controle adequado dos sintomas e melhor qualidade de vida.

Para finalizar a psicóloga Débora Marchetti falou sobre “O sentido da vida diante da morte”. “O paciente que se encontra diante da possibilidade da morte se depara com inúmeros questionamentos e sentimentos sobre a sua vida e que, cabe também aos profissionais da saúde oportunizar que encontrem um significado na sua existência e ajudar a família a passar por esse momento. É possível fazer isso quando continuamos tratando como um sujeito que tem uma história, permeada por sonhos, planos e projetos”, enfatizou a integrante do GCCP, que ainda encorajou os participantes a se questionarem sobre as suas próprias vidas. “Esta resposta é que possibilita olhar para o paciente com empatia, respeito, ética, compaixão e amor, considerando seus desejos e vontades, somente assim, será possível manter o paciente vivo até o seu último suspiro”.

Foto: Profissionais, acadêmicos e comunidade participaram do evento (Foto Assessoria de Comunicação HSVP/Caroline Silvestro)

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