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Câncer infatojuvenil: Busca constante por melhorias no atendimento

23/11/2017

O câncer infantojuvenil é a maior causa de mortes por doença na faixa de 5 a 19 anos no Brasil, segundo dados do Inca. Porém, tem chances de cura de até 80%, quando é diagnosticado precocemente e tratado em um centro especializado. Por isso, com objetivo de alertar sobre a doença e esclarecer sintomas, o dia 23 de novembro é lembrado como Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil.

No Centro Oncológico Infantojuvenil do Instituto do Câncer Hospital São Vicente, atualmente mais de 60 crianças estão em tratamento, mais de 100 já passaram pelo serviço este ano e outras 400 realizam acompanhamento. Referência para aproximadamente 2 milhões de habitantes, abrangendo as macrorregiões norte e missioneira, que contempla 188 municípios, o centro conta com o trabalho e a dedicação de uma equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos, farmacêuticos, psicólogos, odontólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas e pedagogas, que buscam constantemente melhorias, projetos e parcerias, para oferecer o melhor atendimento aos pacientes. “Nós últimos cinco anos, o centro montou uma equipe estruturada, montou a unidade ambulatorial de consultas e quimioterapia, além de diversificar o espaço lúdico/ pedagógico. Foi estabelecida uma rede de articulação técnica com outras instituições e profissionais especialistas do país”, ressalta o oncologista pediátrico e coordenador do centro, Dr. Pablo Santiago.

Além de equipe e estrutura, o Centro Oncológico elabora projetos que visam o diagnóstico precoce da doença e o rápido acesso dos pacientes ao atendimento. “Através de colaboração com as secretarias e coordenadorias de saúde, hoje, quando uma criança tem suspeita ou o diagnóstico da doença estamos aptos a atender com rapidez. Também, já consolidado, o projeto Atenção Pode ser Câncer leva informações na forma de conteúdo técnico de fácil leitura dos especialistas a profissionais de saúde de todo o estado, em parceria com a Sociedade gaúcha de Pediatria”, destaca o oncologista.

A busca pela excelência nos cuidados a partir de agora passa pela organização do entendimento dos pacientes hospitalizados. O médico pontua que o centro está com um projeto para a construção de uma Unidade de Internação exclusiva para as crianças e adolescentes com câncer. “Estamos apresentando o projeto à todas as entidades que, tradicionalmente são comprometidas com os assuntos relevantes na nossa comunidade. Encarar o câncer infantojuvenil como o problema de saúde pública que é, e buscar recursos para reunir em um único espaço físico o atendimento já prestado pelo HSVP, onde os profissionais que lá estarão, respirem e transpirem os assuntos relacionados à oncologia infantojuvenil, buscando alcançar maiores índices de resolutividade”, enfatiza Santiago.

Nos últimos anos, o número de pacientes vem aumentando. Em 2009 oito pacientes realizavam tratamento no HSVP, hoje são mais de 60 em tratamento e a estimativa para 2018 são de 150 novos casos. Santiago evidencia que alguns chegam com a doença em estágio avançado e com histórico de longos meses de investigação. Já outros pacientes chegam no início da doença, o que mostra uma maior atenção dos profissionais. “Percebemos que na medida em que se tem mais informações e esclarecimentos, as pessoas procuram, de forma espontânea, os serviços de oncologia, ou seja, estão alertas para o problema”, reitera o especialista.

Atentar para os sintomas

O diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil pode representar o início da cura, por isso é preciso ficar atento a sinais e sintomas:

-Palidez, dor óssea e hematomas ou sangramentos pelo corpo.

-Caroços ou inchaços, especialmente se forem indolores e não acompanhados de febre – além de outros sinais de infecção.

-Perda de peso inexplicada, febre e sudorese noturna.

-Tosse persistente ou falta de ar.

-Alterações oculares: embranquecimento da pupila, estrabismo recente, perda visual, hematomas ou inchaço ao redor dos olhos.

-Inchaço abdominal.

-Dores de cabeça, sobretudo se forem incomuns e contínuas, além de vômitos frequentes pela manhã ou com piora ao longo do dia.

-Dores nos membros e inchaços sem qualquer sinal de infecção ou trauma.

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