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Tecnologia de ponta para diagnóstico é uma grande aliada no tratamento

18/01/2018

O diagnóstico preciso e precoce é muitas vezes fundamental para a recuperação de um paciente. A evolução da medicina trouxe equipamentos de diagnóstico de ponta que vem melhorando as condições para o tratamento de pacientes. Um exemplo de tecnologia que podemos citar é a Ressonância Magnética. Através dela é possível fazer exames de imagem mais precisos e completos. Uma das técnicas que tem recebido cada vez mais atenção dos radiologistas e em particular dos neurorradiologistas, neurologistas e psiquiatras é a espectroscopia por ressonância magnética (ERM), técnica que auxilia no diagnóstico de doenças que acometem o encéfalo.

Conforme o médico neurorradiologista Dr. Augusto Vasconcellos Vieira, atualmente, boa parte dos aparelhos de ressonância tem a capacidade de receber os programas destinados à espectroscopia com resultados satisfatórios que podem ser obtidos em sequencias não tão demoradas, em geral menores que cinco minutos. “A espectroscopia por ressonância magnética e a ressonância magnética "convencional", são métodos que se utilizam dos mesmos princípios físicos, diferindo na forma em que os dados são processados e apresentados. Em vez das imagens anatômicas de ressonância magnética, a que estamos acostumados, as imagens de espectroscopia são representadas por um gráfico, que demonstra picos de metabólitos que apresentam diferentes radiofrequências e intensidades”, explica o especialista, salientando ainda que, a espectroscopia é uma aquisição complementar ao estudo convencional do encéfalo e faz parte da neuroimagem avançada junto com a difusão, perfusão, ressonância funcional e a tractografia.

As principais indicações a considerar no auxílio diagnóstico são: Síndromes demenciais (doença de Alzheimer e outras), doenças desmielinizantes (esclerose múltiplas, adrenoleucodistrofia, Doença de Canavan), infecções ( ex. encefalite por HIV), doenças metabólicas (erros inatos do metabolismo e encefalopatia hepática subclínica, avaliação pré transplante) lesões isquêmicas (hipóxia neonatal e acidentes vasculares encefálicos isquêmicos), tumores, ajudando na diferenciação de lesões benignas e malignas, bem como do grau de diferenciação tumoral , podendo predizer maior ou menor agressividade, determinar e selecionar o melhor lugar onde deve realizar-se a biópsia ou a biópsia estereotáxica, planejamento cirúrgico, assim como, para definir a zona a irradiar. Auxiliar na diferenciação de recidiva tumoral e radionecrose. “Além de outras diversas indicações salientamos que a espectroscopia por ressonância magnética de prótons vem em constante descoberta de novas aplicações, sendo uma importante ferramenta na neurorradiologia avançada não invasiva”, pontua Vieira.

O Hospital São Vicente de Paulo dispõe dos mais modernos equipamentos de ressonância magnética e o único equipamento de 3 TESLA da cidade, permitindo realização dos diversos estudos de espectroscopia de prótons para auxiliar no diagnóstico neurorradiológico não invasivo. “O exame em média tem duração de 25 minutos e pode ser agendado de segunda a sábado das 7h às 22h. Existem poucas contraindicações relativas e absolutas ao exame, entre as mais conhecidas considerar marcapasso, clipes de aneurisma, implante coclear ou neuroestimuladores. Informe-se durante o agendamento pois podem haver exceções”.

Foto: Dr. Augusto Vasconcellos Vieira