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É possível ser mãe durante o tratamento de hemodiálise

23/01/2018

Há pouco mais de 20 dias, a rotina do Serviço de Nefrologia do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, ficou diferente. Entre um atendimento e outro na sala de hemodiálise, os profissionais param em uma poltrona, para observar uma paciente e um acompanhante especiais. Até os outros pacientes ficam atentos àquela cadeira. Ligada ao aparelho que realiza a hemodiálise pelo braço esquerdo, Janaína Paixão da Rosa, 28 anos, segura em seu braço direito o pequeno Isaac, de 21 dias. Tranquilo, ele mama, dorme e acompanha a mãe na rotina do tratamento realizado nas segundas, quartas e sextas-feiras. “Não foi uma gravidez planejada, mas correu tudo bem durante o parto e ele só tem me trazido alegrias. Ele nasceu no dia 29 de dezembro, mesmo dia que o pai. Eu estava realizando a hemodiálise e comecei a sentir dores. Como meus outros dois filhos nasceram de cesárea, não sabia se já era a hora. Foi então, que a equipe começou a fazer a contagem e me encaminharam para a maternidade. Em poucas horas nasceu Isaac, de parto normal, sem nenhuma intercorrência”, conta a mãe orgulhosa.

Janaína é paciente renal crônica há nove anos. Esta foi sua segunda gestação durante o tratamento. Ao longo desse período, ela foi acompanhada pela equipe que zelou pela sua saúde e a do bebê. Conforme o médico nefrologista, responsável pelo Serviço de Nefrologia do HSVP, Péricles Serafim Sarturi, a gravidez em pacientes renais crônicos não é comum, já que a doença afeta os hormônios femininos, mas em alguns casos a gestação pode ocorrer. “Quando a paciente engravida há uma mudança radical no tratamento dialítico. Nós passamos a fazer hemodiálise todos os dias para tentar manter a mãe o mais próximo da normalidade e isso favorece para que a gestação chegue a termo. Além disso, fizemos uma mudança na terapêutica de Janaína. Usamos drogas que não tem efeito colateral para o bebê”, explica o especialista, ressaltando ainda, o importante trabalho realizado com a equipe da Maternidade. “O acompanhamento obstétrico e o parto foram realizados pela Maternidade do HSVP, os quais tiveram uma conduta precisa. O primeiro parto de Janaína foi cesáreo e este normal, sem intercorrência nenhuma. Um trabalho de equipe que possibilitou uma gestação de alto risco chegar a termo e ainda ser de parto normal”.

Para completar a história de vida feliz, Janaína está amamentando normalmente Isaac e voltou a sua rotina de hemodiálise três vezes na semana. “Saio às cinco da manhã de Lagoa Vermelha, quando chegamos aqui as meninas seguram ele para eu tomar café e iniciar o tratamento na máquina, depois ele fica aqui comigo, mama e recebe muito carinho de todos”, descreve a paciente. “Antes, durante a gestação e agora que o Isaac nasceu, só tenho a agradecer pelo cuidado, suporte e atenção da equipe. Eles estão sempre dispostos a me ajudar e a cuidar de nós”, ressalta a mãe, que está na lista de espera por um transplante de rim, para mudar a sua vida.

Foto: Janaína Paixão da Rosa orgulha-se de amamentar seu filho durante as sessões de hemodiálise (Foto Assessoria de Comunicação HSVP/Caroline Silvestro)

Foto: Mãe e filho receberam apoio e suporte da equipe de Nefrologia do HSVP (Foto Assessoria de Comunicação HSVP/Caroline Silvestro)
 

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