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Diagnóstico precoce é o principal aliado da cura do câncer infantil

14/02/2018

 O Câncer Infantil representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil, e segundo estimativas do INCA, em 2018 ocorrerão cerca 12.500 novos casos da doença. Outro dado importante é que o câncer infantil não é prevenível sendo o diagnóstico precoce e o tratamento em centros especializados as principais armas para o enfrentamento da doença. Diante disso, o dia 15 de fevereiro é mundialmente lembrado como Dia Internacional de Luta contra o Câncer na Infância, onde a disseminação de informações é valiosa, para que pais, mães, médicos e profissionais de saúde fiquem atentos à sinais e sintomas desta doença e com isso, aumentem os números de diagnósticos precoces e as chances de cura da doença.

Nas últimas quatro décadas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo. Hoje, em torno de 80% das crianças e adolescentes acometidos de câncer podem ser curados, se diagnosticados precocemente.

O Câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. As neoplasias mais frequentes na infância são as leucemias (glóbulos brancos), tumores do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático). Também acometem crianças o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tumor renal), retinoblastoma (tumor da retina do olho), tumor germinativo (tumor das células que vão dar origem às gônadas), osteossarcoma (tumor ósseo), sarcomas (tumores de partes moles).

No Centro Oncológico Infantojuvenil do Instituto do Câncer Hospital São Vicente, atualmente mais de 60 crianças estão em tratamento, mais de 100 passaram pelo serviço em 2017 e outras 400 realizam acompanhamento. Referência para aproximadamente dois milhões de habitantes, abrangendo as macrorregiões norte e missioneira, que contempla 188 municípios, o centro conta com o trabalho e a dedicação de uma equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos, farmacêuticos, psicólogos, odontólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas e pedagogas, que buscam constantemente melhorias, projetos e parcerias, para oferecer o melhor atendimento aos pacientes. Nos últimos cinco anos, o centro montou uma equipe estruturada, a unidade ambulatorial de consultas e quimioterapia, além de diversificar o espaço lúdico/ pedagógico.

Além de equipe e estrutura, o Centro Oncológico elabora projetos que visam o diagnóstico precoce da doença e o rápido acesso dos pacientes ao atendimento. Através de colaboração com as secretarias e coordenadorias de saúde, hoje, quando uma criança tem suspeita ou o diagnóstico da doença o Centro está apto a atender com rapidez. Também, já consolidado, o projeto Atenção Pode ser Câncer leva informações na forma de conteúdo técnico de fácil leitura dos especialistas a profissionais de saúde de todo o estado, em parceria com a Sociedade gaúcha de Pediatria.

Nos últimos anos, o número de pacientes vem aumentando. Em 2009 oito pacientes realizavam tratamento no HSVP, hoje são mais de 60 em tratamento e a estimativa para 2018 são de 150 novos casos. Para aumentar as chances de cura, esses casos precisam chegar cedo ao atendimento, por isso, fique atento aos sintomas:

-Palidez, dor óssea e hematomas ou sangramentos pelo corpo.
-Caroços ou inchaços, especialmente se forem indolores e não acompanhados de febre – além de outros sinais de infecção.
-Perda de peso inexplicada, febre e sudorese noturna.
-Tosse persistente ou falta de ar.
-Alterações oculares: embranquecimento da pupila, estrabismo recente, perda visual, hematomas ou inchaço ao redor dos olhos.
-Inchaço abdominal.
-Dores de cabeça, sobretudo se forem incomuns e contínuas, além de vômitos frequentes pela manhã ou com piora ao longo do dia.
-Dores nos membros e inchaços sem qualquer sinal de infecção ou trauma.