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Residentes em ortopedia concluem sua especialização neste mês

23/02/2018

 O setor de ensino e a formação de médicos especializados são importantes funções exercidas na rotina dos ortopedistas da Clínica IOT. Desde 1980, médicos de todo o país e do exterior se mudam para Passo Fundo para realizar sua especialização (residência em ortopedia) ou subespecialização (fellowship) em Ortopedia e Traumatologia.

Atualmente os 25 médicos ortopedistas da Clínica são instrutores de oito residentes formandos em ortopedia e 13 fellows. A residência médica é promovida pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) que, em convênio com o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), utiliza os ortopedistas do IOT como preceptores para o treinamento ortopédico dos seus residentes. A formatura dos residentes que concluíram sua formação em 2017 será no dia 23 deste mês. Já o fellowship ou subespecialização em Ortopedia (coluna, pé e tornozelo, mão e microcirurgia, ombro e cotovelo, joelho, quadril e pelve, ortopedia pediátrica) é dirigido pelo convênio HSVP/IOT.

O diretor de ensino da Clínica IOT, Dr. Luiz Henrique Silva, afirma que formar profissionais diferenciados traz benefícios não somente para os profissionais envolvidos, mas para todos que utilizam a qualificada mão-obra-médica da clínica. “Se cada residente formado realizar, no próximo ano, um número de 100 cirurgias, por exemplo, isso já demonstraria o alcance do nosso ensino e seu impacto na nossa maior razão de existir: o paciente”, revela.

A promoção do conhecimento realizada no ensino exige um alto nível de atualização dos médicos sobre conhecimento teórico, novas técnicas cirúrgicas e inovações tecnológicas. Isso que faz com que os ortopedistas mantenham uma excelente produção científica e técnica também no exterior. “Construímos um reconhecimento nacional e internacional devido a publicações em livros e artigos periódicos no Brasil e na literatura mundial. Todo profissional que trabalha na Clinica IOT teve na sua formação um período no exterior e assim mantém contatos que permitem constantes reciclagens e atualizações, além de facilitar este acesso ao residente recém-formado, caso queira complementar sua formação em serviço internacional”, comenta o diretor de ensino.

Rotina exigente para formação qualificada
O contato diário do corpo clínico com os residentes exige uma ampla relação para que os conteúdos sejam realmente absorvidos pelos residentes de ortopedia. De acordo com o Dr. Luiz Henrique é uma rotina bastante intensa que inicia bem cedo, com os rounds ou visitas, para depois seguir nas participações em atendimento e acompanhamentos em cirurgia, tudo para garantir que o conteúdo teórico apresentado em aula foi plenamente entendido. “Esta convivência também tem fator fundamental pelo exemplo que o instrutor passa a ser para o residente, pois parte do ensino objetiva também melhorar a postura e atitudes, além de auxiliar na formação do caráter deste novo profissional que estará sendo liberado ao campo de trabalho”, pontua.

A Dra. Emily Ourique está finalizando sua residência e possui uma história junto ao IOT que data da sua graduação em Medicina, quando realizou estágios. Ela afirma que desde aquela época pode avaliar a importância que o serviço dá para a boa formação de seus residentes. “O corpo clínico é participativo e engajado, proporcionando a experiência real do(a) ortopedista. A rotina diária inicia com aulas teóricas e discussões de casos clínicos, seguida de uma rotina intensa, com muita prática e proximidade com as doenças mais prevalentes. O programa engloba todos os setores necessários para o aprendizado: emergência, consultório, bloco cirúrgico, enfermaria...”, revela.

Como acontece na maioria das turmas de residência, muitos médicos que iniciam os estudos são de fora do Estado. É o caso do Dr. Antonio Carlos de Carvalho Filho, que é do Mato Grosso do Sul, e ficou sabendo da residência oferecida na clínica pela internet em um documento publicado pela Sociedade Brasileira de Ortopedia (SBOT). “Tinha poucas opções para a residência em Ortopedia no estado onde morava. Eu buscava um serviço de qualidade e com grande volume de pacientes, coisas importantes para a formação médica. Além disso, queria morar em uma cidade não tão grande, evitando possíveis problemas enfrentados nas grandes metrópoles. Através desta publicação da SBOT e também conversando com amigos ortopedistas cheguei a conclusão que o IOT se encaixava muito bem no que procurava. A residência é bastante completa, contemplando todas as especialidades ortopédicas, com atividades teóricas diárias, muita prática e com preceptores muito bem qualificados”, explica.

Para 2018, 32 médicos devem estar em formação junto a Clínica IOT. “O objetivo é continuar crescendo, aumentando possibilidade de formação e proporcionando novas formas de aprendizado como treinamentos práticos assim como maior e melhor qualidade de publicações científicas”, afirma o diretor de ensino.