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Diagnóstico de demência: Qual o papel da neuroimagem?

19/07/2018

 A demência é uma condição onde há perda da função cerebral. A prevalência de demência duplica a cada cinco anos após os 60 anos, resultando em aumento exponencial com a idade. Em um estudo populacional brasileiro recente, realizado em idosos, a prevalência de demência variou de 1,6% entre os indivíduos com idade entre 65 a 69 anos, a 38,9% entre aquelas com idade superior a 84 anos. Caracterizada por um conjunto de sintomas que afetam diretamente a qualidade de vida da pessoa, a demência leva a problemas cognitivos, de memória, raciocínio e afeta, também, a linguagem, o comportamento e a própria personalidade.

Conforme a médica radiologista Dra. Luciana Estacia Ambros, do setor de Radiologia do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, existem quatro causas mais frequentes de demência, sendo elas: doença de Alzheimer (DA), demência vascular (DV), demência de corpos de Lewy (DCL) e demência frontotemporal (DFT). “O diagnóstico dos quadros demenciais dependem de uma boa avaliação neurológica associada a avaliação laboratorial e exames de neuroimagem, principalmente, ressonância magnética do encéfalo”, aponta a especialista, explicando melhor o papel da ressonância para avaliação dos casos. “A ressonância magnética do encéfalo tem se mostrado uma ferramenta importante para a avaliação das demências, além de excluir os diagnósticos diferenciais como hematomas e tumores cerebrais, indica a causa da demência evidenciando, por exemplo, na Doença de Alzheimer, atrofia das formações hipocampais, bem como, do córtex cerebral, principalmente das regiões posteriores.

Dr. Luciana aponta ainda que os estudos de perfusão cerebral com a técnica ASL (arterial spin labeling) disponível na nova ressonância magnética do HSVP, cuja função é avaliar o fluxo sanguíneo cerebral relativo (FSCr), evidencia áreas cerebrais específicas com menor perfusão em pacientes com demência, como por exemplo, na Demência Frontotemporal (DFT) “Observa-se redução do fluxo sanguíneo cerebral relativo (FCSr) nos lobos frontais e temporais, corroborando o diagnóstico demencial e sua etiologia". Sendo assim, a ressonância magnética do encéfalo de alto campo associado a técnicas funcionais, apresentam-se como importante ferramenta contribuinte para o diagnóstico das demências.

Foto: Ressonância magnética é aliada no diagnóstico de demência (Foto Assessoria de Comunicação HSVP/Caroline Silvestro)