Notcias

Notcias

Orientações multiprofissionais para mães que querem amamentar

30/08/2018

A campanha Agosto Dourado simboliza a luta pelo incentivo à amamentação. Neste mês, os profissionais do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo uniram-se às forças mundiais para informar e enaltecer a importância desse gesto, que é a base da vida. Por esse motivo, os especialistas tiram dúvidas e apontam passos fundamentais para se ter sucesso na amamentação.

A psicóloga do HSVP, Débora Marchetti ressalta que além dos inúmeros benefícios fisiológicos, a amamentação também proporciona um contato íntimo da pele e do olhar da mãe com o seu bebê. “Esse contato promove a cumplicidade e a construção do vínculo afetivo entre mãe e filho”. Ela menciona que a amamentação parece simples, mas não é. A mãe e a família precisam querer e se preparar para esse momento, bem como o bebê, que precisa aprender a sugar. “Amamentar pode acabar se tornando um desafio para muitas mulheres, afinal, um recém-nascido demanda energia e dedicação. Por isso, não basta apenas o desejo da mãe amamentar seu filho, precisa de uma rede de apoio das pessoas próximas, que possam lhe ajudar nesse período, para que a mãe se sinta cuidada, acolhida e segura”, orienta Débora.

Para atingir o sucesso na amamentação, a psicóloga salienta que a mãe precisa se cercar de informações corretas e de profissionais capacitados, que possam dar o suporte que ela precisa. “Ainda existem muitas informações errôneas, preconceitos, mitos sobre a amamentação, assim, quando alguma dúvida surgir é fundamental buscar orientação com profissionais capacitados”.

A nutricionista especialista em materno infantil do HSVP, Fabiana Guedes evidencia que o leite aleitamento materno beneficia tanto a mãe quanto o bebê. “Para a mãe, a amamentação diminui o risco de câncer de ovário e mama, faz com que ela retorne mais fácil ao peso habitual, auxilia como método contraceptivo e reduz o sangramento pós-parto. Para o bebê, proporciona proteção imunológica contra doenças infecciosas, respiratórias, diarreia e desnutrição, aumenta o quociente de inteligência, melhora o desenvolvimento da musculatura orofacial e dicção, reduz o risco de sobrepeso ou obesidade, oferece nutrientes necessários para promover o adequado crescimento e desenvolvimento do bebê. Além de trazer mais facilidade de aceitação dos alimentos na fase da introdução alimentar”, pontua Fabiana.

A seguir, a nutricionista responde algumas das principais dúvidas das mães.

Até quando o bebê dever se amamentado?

Os órgãos nacionais e internacionais, como a Sociedade Brasileira de Pediatria, Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde e Academia Americana de Pediatria, recomendam aleitamento materno exclusivo (AME) até o 6º mês de vida e complementado até os 2 anos ou mais. Cabe ressaltar, que quando falamos em AME, é a oferta EXCLUSIVA de leite materno, sem incluir oferta de água, chás, sucos ou demais alimentos. Até esse período (6º mês de vida), a oferta exclusiva do leite materno é suficiente para atender todas as demandas nutricionais do bebê, promovendo seu crescimento e desenvolvimento de forma adequada.

E o bebê que faz uso da fórmula infantil?

De acordo com o Manual de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, na impossibilidade de aleitamento materno, o lactente deverá ser alimentado exclusivamente com fórmula infantil até o 6º mês de vida, sem iniciar a oferta precoce de água, chá, sucos ou alimentos complementares, ou seja, até esse período (6º mês), ele deverá consumir SOMENTE a fórmula infantil na impossibilidade do aleitamento materno.
Foto: Na Maternidade do HSVP, as mães são orientadas por uma equipe altamente capacitada (Foto Assessoria de Comunicação HSVP/Caroline Silvestro)

Foto: Amamentação promove a cumplicidade e o vínculo afetivo entre mãe e filho (Foto Assessoria de Comunicação HSVP/Caroline Silvestro)