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Doação de Órgãos: qual é a sua decisão?

26/09/2018

 Sobre o que você conversa com a sua família? Política, futebol, saúde, clima... esses e outros inúmeros temas são pautas das conversas do dia a dia, mas, e sobre doação de órgãos, você já falou? Esta conversa é muito importante, pois são os familiares que decidem pela doação. O Dia 27 de setembro é lembrado nacionalmente como dia da Doação de Órgãos, aproveite este gancho para abordar o tema e saber sobre a decisão dos seus familiares.

No Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, a doação de órgãos é uma causa defendida ao longo dos 100 anos do hospital. A campanha para a doação é permanente e as equipes da Organização por Procura de Órgãos e Tecidos (OPO-4RS) e da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) trabalham intensamente na identificação de possíveis doadores, bem como, no atendimento e suporte das famílias de doadores e transplantados. De janeiro até agora, HSVP registrou a doação de 02 fígados, 06 rins, 06 córneas e um doador de tecido ósseo. Estes números ainda são baixos quando comparados aos pacientes na fila de espera por um órgão. No Rio Grande do Sul, por exemplo, são 1303 pessoas na fila por um transplante, conforme dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO).

Segundo a enfermeira da OPO4-RS Fabiana Dal Conte, a principal causa da não doação é a negativa familiar. “Geralmente o processo de morte encefálica acontece de forma repentina para a família e como muitas vezes eles não sabem a vontade do familiar acabam não realizando a doação. Outro fator é em relação há dúvidas e receios, por isso, é fundamental que as pessoas falem e pesquisem sobre o assunto”, enfatiza Fabiana, pontuando ainda que uma das principais dúvidas da família é relação a morte encefálica. “A morte encefálica, comumente conhecida como morte cerebral, representa a perda irreversível das funções vitais que mantêm a vida, como perda da consciência e da capacidade de respirar, o que significa que o indivíduo está morto. O coração permanece batendo por pouco tempo e é neste período que os órgãos podem ser utilizados para transplante. Os exames que identificam a morte encefálica são seguros e seguem protocolos nacionais”.

O sim para a doação de órgãos é um gesto nobre, que permite a continuidade da vida. “Apesar de todo o sofrimento que a família está passando pela perda de um ente querido, eles precisam entender que, podem fazer o bem para outras pessoas que estão na fila por um transplante. Quando a doação é manifestada ou não em vida, a decisão se torna mais fácil para a família que está consternada pela perda”, reitera Fabiana.

Dia voltado para a Doação de Órgãos
Para informar, tirar dúvidas e conscientizar sobre a doação de órgãos, as equipes da OPO4-RS, CIHDOTT e Residência Multiprofissional Integrada, realizada pelo HSVP, Universidade de Passo Fundo e Prefeitura Municipal, estarão durante toda a sexta-feira, 28 de setembro, nas portarias do HSVP. Os profissionais farão a entrega de materiais explicativos e também atividades lúdicas.

Saiba mais

No site www.hsvp.com.br é possível encontrar respostas para algumas perguntas frequentes sobre a doação de órgãos. Além disso, caso queira saber mais, o telefone para contato é (54) 2103 4058.

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