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Doadores do Amanhã: atitude que salva vidas

21/05/2019

O Projeto Doadores do Amanhã, desenvolvido pelo Serviço de Hemoterapia do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), de Passo Fundo, programa de extensão ComSaúde da Universidade de Passo Fundo (UPF), Academia Passo-Fundense de Letras (APL) e Secretaria Municipal de Educação promoveu na quinta e sexta-feira, 16 e 17 de maio, treinamento com os professores da rede municipal de educação. O objetivo da capacitação é orientar os docentes sobre o funcionamento do projeto e a realização de atividades, com os alunos, alusivas à conscientização da importância da doação de sangue.

Na ocasião, a Dra. Cristiane S. Rodrigues de Araújo, Responsável Técnica do Serviço de Hemoterapia do HSVP e Professora Coordenadora do Projeto Doação de Sangue/ComSaúde relembrou a trajetória do projeto e destacou que “segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é que 5% da população seja doadora e temos só 2%, então, a ideia é de sensibilização da cultura da educação e da importância do ato da doação de sangue em prol das crianças”.

A professora integrante do programa de extensão ComSaúde, Me. Fabiana Beltrami, explicou como funciona o programa de extensão e salientou que a ideia é trabalhar com uma “comunicação sensível, de que ela não seja apenas algo jogado, mas que ela se sensibilize para que a gente tenha um retorno posterior nessa divulgação”.

Também presente, Dilse Piccin Corteze, membro da Academia Passo-Fundense de Letras explanou sobre o percurso do projeto e orientou as professoras em relação aos planos e ao cronograma de como vão funcionar as atividades deste ano.

Já a Coordenadora de Enfermagem do Serviço de Hemoterapia, Luciana Bertelli Dagostini foi quem falou dos objetivos e instruiu sobre o conteúdo, além de esclarecer todos os pontos que envolvem o funcionamento do processo da doação de sangue. “A intenção é sensibilizar as crianças que em algum momento vão falar para os pais sobre ir doar sangue e também crescem com a mentalidade de ser um doador”, avalia a enfermeira.

O Vereador, Saul Spinelli, participou da atividade e ressaltou a relevância da doação de sangue. “Quando nós precisamos de sangue e temos que buscar nos Hemocentros de outras regiões, é preocupante. Nós somos um polo regional de saúde e o sangue não tem substituto. Não tem outro produto que faça, por exemplo, o trabalho que a hemodiálise faz quando precisa que os rins trabalhem. É o sangue ou o sangue”, frisa. Saul ainda falou sobre o processo da criação da Lei Municipal que determina no mês de junho, o mês vermelho, devido ao dia 14 ser o Dia Internacional do Doador, a promover a discussão do assunto na comunidade e, principalmente, entre os jovens. A expectativa da Lei, sancionada em janeiro, é que ela saia do papel e mude a nossa realidade. “A ideia desta Lei é fazer com que, ao passar dos anos, as pessoas se conscientizem que doar sangue é um ato de cidadania. A Lei só terá um significado quando ela mudar a cultura das pessoas”, declara Saul.

O vereador ainda refletiu sobre a questão da sensibilização nas redes sociais, onde se vê muitas pessoas fazendo registros, compartilhando e opinando sobre o assunto, mas a realidade não é dessa forma. “Isso é importante, isto é a modernidade, mas não mudamos o mundo dentro da internet. Até pode achar que muda, mas a gente muda o mundo aqui”, relatou. Às participantes Saul destacou que “alguém tem que vir para alguma coisa acontecer. Porque a gente fica esperando que o outro faça e sempre espera que a mudança saia, mas a mudança talvez seja você. O que está faltando para mudar é justamente a sua atitude”.

Foto: O propósito do trabalho ser feito com as crianças é visar a doação de sangue fidelizada, pois quanto antes ela se conscientizar, mais rápido será o processo (Fotos: Assessoria de Comunicação HSVP/ Scheila Zang)

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