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Saúde visual: Glaucoma afeta um milhão de pessoas no Brasil

27/05/2019

O Glaucoma é uma doença que atinge o nervo ótico, tendo início na periferia do campo visual, ela prossegue em direção ao centro, de forma que, haja uma perda visual progressiva e irreversível. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), no mundo, até 2020, a estimativa é de que 80 milhões de pessoas sejam afetadas pela doença. No Brasil, o problema abrange cerca de um milhão de pessoas e, pensando nisso, na semana em que se lembra o Dia Nacional do Combate ao Glaucoma, 26 de maio, o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), de Passo Fundo, atenta para a importância do diagnóstico precoce da doença.

Conforme o Cirurgião Oftalmológico, Dr. Alexandre Higuchi, que atua no Corpo Clínico do HSVP e na Garbin Oftalmoclínica, os fatores de risco para essa doença são: “pressão intraocular elevada, histórico familiar (genética), idade, alta miopia, doenças sistêmicas, como hipertensão arterial, diabetes e outras”. A idade acima de 40 anos, também é um fator de risco. Para o médico, 7,5% das pessoas acima de 80 anos, podem ter a doença.

Sintomas
Inicialmente, o paciente pode não sentir nenhum sintoma. Alexandre destaca que, “a elevação da pressão intraocular é lenta, assim como a perda do campo visual. Já nas fases mais avançadas, o paciente pode sofrer quedas, acidentes de trânsito, tanto na direção quanto como pedestre, por não enxergar a periferia lateral e inferior do campo visual”. Na fase final da doença, o médico explica que “pode haver uma visão central de 100%, mas sem campo visual, seria como olhar pelo buraco de uma fechadura, seguido da perda total da visão, nos casos mais graves, agressivos e/ou não tratados”.

De acordo com Alexandre, “o glaucoma de ângulo estreito, que representa 20% dos glaucomas, pode vir acompanhado de dor ocular forte, dor de cabeça, náuseas, dificuldade visual e aversão a luz”.

Diagnóstico, tratamento e prevenção

A suspeita do diagnóstico se dá na consulta de rotina, através da medição da pressão nos olhos e avaliação do nervo óptico. A suspeita pode ser confirmada pelos exames subsidiários específicos: Paquimetria, Campo Visual, Retinografia Colorida e Tomografia de Nervo Óptico (OCT).

Não existe cura para o Glaucoma, por isso a importância do diagnóstico precoce. Alexandre ressalta que há tratamento e “e este tratamento quando bem seguido impede ou retarda muito a progressão da doença”.

O tratamento é feito, inicialmente, com colírios que abaixam a pressão intraocular. O médico revela que “as cirurgias minimamente invasivas (MIGS) vêm ganhando espaço, indicadas para a redução da necessidade do uso dos colírios, trazendo mais segurança, conforto e qualidade de vida ao paciente glaucomatoso”. Há, também, a cirurgia convencional “indicada para casos mais graves ou com perda da função dos colírios”, avalia o cirurgião.

Em relação a prevenção, Alexandre diz que “o diagnóstico precoce é primordial para a manter a qualidade de vida do paciente. Devem ser feitas consultas regulares ao oftalmologista, anual ou a cada dois anos, conforme orientação indicada”.

Estima-se que metade dos pacientes que tem a doença, não tem o diagnóstico. “A causa para isso pode ser a falta de acesso a medicina, a falta de consultas regulares, a ausência de sintomas iniciais”, analisa Alexandre.

Procedimento inovador realizado no HSVP
Em fevereiro deste ano, foi iniciado no HSVP as cirurgias minimamente invasivas para glaucoma (MIGS), com o menor implante já utilizado na medicina, o iStent (Glaukos). Segundo o médico, “trata-se de uma cirurgia moderna, com riscos e complicações diminuídas quando comparadas as cirurgias convencionais, que ainda são indicadas para casos onde a medicação não funciona mais”.

No Rio Grande do Sul, a Garbin Oftalmoclínica foi pioneira neste tipo de cirurgia e, hoje, com o apoio do HSVP, que disponibilizou os primeiros implantes, equipe de enfermagem especializada, equipe de anestesia, já somam nove cirurgias realizadas, todas com sucesso, baixando em média 4mmHg da pressão inicial e diminuindo a necessidade de dois colírios e meio para cada paciente.

Alexandre ressalta que “esta cirurgia de glaucoma pode ser feita ou associada a cirurgia da catarata. O estudo de aprovação realizado pela Food and Drug Administration (FDA) mostrou que a cirurgia o implante do iStent não acrescentou riscos a cirurgia da catarata, quando feito no mesmo procedimento”, destaca o cirurgião.

Foto: Para Alexandre, no caso do glaucoma, quando se pensa em saúde visual, deve-se ter em mente consultas médicas e exames de diagnóstico precoce (Foto: Assessoria de Comunicação HSVP)

Foto: Cirurgião Oftalmológico, Dr. Alexandre Higuchi (Foto: Assessoria de Comunicação HSVP)
 

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