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Desafios na prática dos Cuidados Paliativos foi tema de evento

01/07/2019

Falar sobre perda, morte ou sobre a possibilidade de uma doença irreversível ainda é algo que causa desconforto nas pessoas e profissionais da saúde. Não somos preparados para a morte de alguém. Quando ficamos doentes queremos buscar a cura. Mas, quando “não há o que fazer”? Existe muito ainda para ser feito. Este é o propósito dos Cuidados Paliativos, que conforme a Organização Mundial de Saúde (2002), consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameaça a vida.

Desde 2015 o Hospital São Vicente de Paulo, de Passo Fundo mantém o Grupo Consultor de Cuidados Paliativos, equipe multiprofissional que busca auxiliar as diversas especialidades diante de seus questionamentos, elaborando conjuntamente, um plano de cuidados dirigido ao paciente e sua família. Para levar o tema à mais pessoas e profissionais, na quinta-feira, 27 de junho, o Grupo promoveu a Mesa Redonda, Desafios na Prática dos Cuidados Paliativos".

O Auditório Biomédico da Faculdade de Medicina da Universidade de Passo Fundo, ficou lotado para as explanações do médico geriatra Dr. Daniel Marcolin, e psicóloga Débora Marchetti membros do Grupo e do médico do programa de Cuidados Paliativos da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, Dr. Rodrigo Kappel Castilho.

Na ocasião, os palestrantes esmiuçaram o conceito dos cuidados paliativos e a importância de inserir esse tipo de abordagem logo no diagnóstico de uma doença ameaçadora de vida, desmistificaram mitos sobre a morfina e do profissional que realiza cuidados paliativos, focando no cuidado e qualidade da vida, tratando da morte como parte integrante da própria vida. “Os desafios em relação aos cuidados paliativos são muitos, o conhecimento do assunto pela população e dos profissionais, sem os pré-conceitos é a primeira etapa a ser vencida. Nesta mesa redonda trouxemos um pouco sobre o que as pessoas entendem por cuidados paliativos, se estou falando especificamente de morte, porque os profissionais precisam fazer diferente, enfim, uma desconstrução e reconstrução de um olhar voltado para o paciente”, relatou Castilho, evidenciando ainda que, “o objetivo dos cuidados paliativos é trazer e proporcionar qualidade de vida aos pacientes e familiares”.

Também, Marcolin evidenciou o trabalho do Grupo Consultor de Cuidados Paliativos do Hospital São Vicente. “O nosso grupo vem crescendo diariamente e a aceitação das equipes de profissionais que atendem os pacientes no hospital está cada vez maior, frente a esse olhar mais humanizado, diante de patologias ameaçadoras da vida que poderão levar o paciente a finitude da vida”, pontou o Geriatra, enaltecendo a presença de grande número de pessoas no evento. “Acredito que vencemos uma barreira, pois, estamos fazendo com que as pessoas pensem, discutam e se informem sobre cuidados paliativos”.

Finalizando a Mesa Redonda, a psicóloga Débora abordou o tema “Dor Total”, que envolve tratar todos os aspectos, não só físicos, mas também, psicológicos, sociais e espirituais, ao preservar a história e individualidade de cada paciente e sua família, promover o alivio do sofrimento e dignidade humana no decorrer da doença, na terminalidade da vida e na morte. “Estamos muito contentes e agradecidos com o público deste evento. Com certeza, conseguimos disseminar um pouco mais sobre a importância desse trabalho”.

O evento contou com o apoio da Associação Médica do Planalto Médio- AMEPLAN e Universidade de Passo Fundo (UPF).
Foto: Auditório ficou lotado para a Mesa Redonda (Foto Assessoria de Comunicação HSVP/Caroline Silvestro)

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