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Médicos realizam procedimento inovador para tratar dor de osteoartrite

05/07/2019

Iraí Emiliana Pedroso, 77 anos, é tipo de pessoa que está sempre disposta a fazer uma nova amizade e oferecer um sorriso. Sentada na poltrona do quarto 278, do posto 8, a moradora de Ibiaça era só alegria e queria contar para todos que estava bem. “É uma nova vida que começa hoje. Eu nem acredito que não estou mais sentindo aquela dor terrível que me desanimou por dois anos”, relata a aposentada, que esperava a alta após um procedimento realizado no Hospital São Vicente de Paulo, de Passo Fundo. Com histórico de trombose e uma cirurgia no quadril, Iraí tinha muitas dores que a impediam de caminhar e viver com qualidade. “Sempre gostei de evangelizar, passear e com esse problema eu não conseguia mais. Estava perdendo a vontade de viver. Mas graças ao Dr. Mateus e sua equipe, vejo que poderei retomar as coisas que gostava de fazer”.

Os médicos do corpo clínico do Hospital São Vicente, do grupo INVASC e Clínica IOT Dr. Mateus Picada Correa, Dr. Luiz Henrique Penteado realizaram um procedimento inovador chamado de Embolização de dor inflamatória crônica. A técnica foi desenvolvida no Japão, em 2016 e, já está sendo usado em vários casos. No resto do mundo ele ainda está em fase inicial, com poucos centros tornando-se referência da técnica. “O procedimento consiste em encontrar as áreas de inflamação crônica identificadas em exames de imagem como ressonância, interrompendo a circulação destas áreas. Existe uma nova teoria que dia que estas dores refratárias são secundárias ao edema, ao inchaço, que essa circulação que não deveria estar ali causa nas articulações. Então ele serve tanto para a osteoartrite como para sinovites e bursites”, explica Dr. Correa.

A indicação para o procedimento é feita pelos médicos Reumatologista ou Ortopedista, para os pacientes que não conseguiram melhorar com outros tipos de tratamento, seja com remédio, infiltração ou fisioterapia. “Os pacientes que não tem indicação de Artroplastia, isso é, que não tem indicação de colocar prótese, seja porque não tem o estágio avançado da doença ou por condições clínicas, como era o caso da nossa paciente, podem fazer este procedimento como opção. A Iraí não tinha condição de outros tratamentos porque não podia ficar sem o anticoagulante.

Sobre o procedimento e recuperação, Iraí relata que foi tudo muito tranquilo e aos poucos está voltando a caminhar. “Enquanto os médicos faziam o procedimento eu conversava com eles. Fui para o quarto e já comecei aos poucos levantar e caminhar. Foi muito incrível. No momento que ele fez o procedimento, foi como se tirasse a dor com a mão. Parecia mágica”, conta Iraí agradecendo os médicos. “Disse para eles que queria contar a minha história. Pedi socorro para o Dr. Mateus e eles me ajudaram. Não tenho palavras para agradecer o que eles fizeram por mim”.

A filha, Maria Helena Dalzotto emocionada com a felicidade da mãe, também agradeceu a equipe e ao hospital pelo cuidado com a Iraí. “Ela vai poder voltar a fazer coisas que ela gostava, como ir na minha casa, que fica há uma quadra da dela”.

Resultado fazendo diferença no dia a dia
20 dias após o procedimento, dona Iraí segue sem dores e com mais qualidade de vida. Na consulta pós-operatória ela relatou que está bem e leva uma vida muito melhor sem as dores.

Fotos: Iraí se recupera bem e segue feliz por voltar a sua rotina normal, sem dor (Foto Assessoria de Comunicação HSVP/Caroline Silvestro)

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