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Estudo Eletrofisiológico e Ablação por radiofrequência sem uso de Raio X (fluoroscopia) é realizado no HSVP

30/07/2019

 A Eletrofisiologia é o estudo da atividade elétrica do coração. Na Cardiologia, o Estudo Eletrofisiológico e Ablação por Radiofrequência são procedimentos que utilizam cateteres especiais para avaliar o sistema elétrico do coração e para tratar as arritmias cardíacas. Durante o exame, além de identificar a origem da arritmia é possível realizar a ablação (cauterização do foco da arritmia), estimar o risco de o paciente desenvolver arritmias potencialmente fatais e tratar o paciente precocemente.

Desde 1998 o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, mantém uma equipe de especialistas em Eletrofisiologia, sendo um dos primeiros hospitais do Brasil a empregar a técnica, realizada inicialmente pelo Dr. José Basileu Reolão, um dos pioneiros no Estado. Desde então, exames e procedimentos são realizados para auxiliar a comunidade.

Neste mês, a equipe liderada pelos médicos Dr. José Basileu Reolão, Dr. Luciano Marcelo Backes e Dra. Milena Pozzatto Rodrigues, realizaram um procedimento de alta complexidade, efetuado em poucos centros do país, para salvar a vida de uma paciente, gestante de 24 semanas e seu bebê. Um estudo eletrofisiológico e ablação por radiofrequência sem o uso de fluoroscopia (Raio X) foi realizado para tratar uma arritmia incessante na gestante.

Conforme a equipe médica, a técnica do Estudo Eletrofisiológico e a Ablação são realizados com o auxílio do Raio X, porém, neste caso, se o Raio X fosse utilizado, poderia trazer prejuízos ao desenvolvimento do bebê. "Esta paciente tinha uma arritmia que se tornou incessante, ou seja, contínua. Quando íamos realizar o tratamento para isso, ela descobriu a gestação. Tentamos tratar a arritmia com vários medicamentos e com Cardioversão Elétrica (choque), mas nenhum método foi capaz de reverter a arritmia", explica Dr. Backes, enaltecendo que foi então, que os médicos optaram pelo procedimento da Eletrofisiologia e Ablação.

"Já vínhamos aprimorando a técnica, com a redução progressiva do uso de radiação nos estudos eletrofisiológicos, em todos os pacientes, buscando a proteção do paciente e da equipe. O desafio agora era realizar o procedimento sem utilizar nenhuma radiação, protegendo o feto dos riscos dessa exposição. Para isso, foram utilizadas outras técnicas para que se conseguisse "enxergar" o coração e identificar o foco da arritmia", informa Dr. Basileu, descrevendo ainda que "por meio do ultrassom intracardíaco e Mapeamento Eletroanatômico, técnica que cria a imagem do coração com todas as estruturas anatômicas e elétricas de interesse, foi possível obter sucesso na cura da arritmia da paciente com o máximo de segurança para o feto".

Os especialistas relatam ainda que, o procedimento foi decisivo para assegurar a saúde da mãe e da criança. "A paciente já havia desenvolvido insuficiência cardíaca (enfraquecimento do coração) pela arritmia, o que por si só aumentaria o risco de mortalidade e complicações materno-fetais. A realização do procedimento foi essencial para salvar a mãe e o bebê", enaltece Dra. Milena.

Em relação aos resultados do procedimento, a equipe relata que "pós-procedimento a mãe já apresentava melhora nos sintomas e da função cardíaca com perspectiva de recuperação completa do coração nos próximos dias. Procedimentos complexos como este, tornam o Hospital São Vicente de Paulo referência na área de Cardiologia e em especial, de Eletrofisiologia para o tratamento de doenças cardíacas e de arritmias cardíacas".

Foto: Equipe da Eletrofisiologia buscou a melhor alternativa de tratamento para a paciente (Foto Assessoria de Comunicação HSVP/Rodrigo Sardi)

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