Notcias

Notcias

Um dia de veteranos para os pacientes em tratamento no Centro Oncológico Infantojuvenil

31/07/2019

 Qual é o papel da aparência na nossa vida? E o cabelo? Que cor, cumprimento e estilo você gosta? Todas essas e outras tantas perguntas ficaram vagas na tarde desta quarta-feira, 31 de julho. É que no Centro Oncológico Infantojuvenil do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, as crianças e adolescentes em tratamento, a Atlética de Medicina da Universidade de Passo Fundo (UPF) e os novos acadêmicos de Medicina da UPF, demonstraram que tudo isso é pequeno, perto do que somos ou podemos fazer pelo próximo.

Em mais uma edição do Trote do Bem, atividade já tradicional no Centro Oncológico, realizada em parceria com Atlética da UPF, as crianças que perderam o cabelo em função do tratamento, rasparam os cabelos dos “bixos”, que se prontificaram a participar da ação. Para os pacientes, perder, cortar o cabelo não é uma escolha e sim, um momento que precisa ser enfrentado. Os acadêmicos tinham a opção de não raspar ou doar o cabelo, mas imbuídos de empatia, fizeram esse gesto, deixando no rosto dos pequenos um largo sorriso, mostrando que cabelo e aparência nem são tão importantes assim.

Ao todo, 24 acadêmicos entraram na brincadeira e tiveram os cabelos raspados, ou no caso das meninas, mechas cortadas para a doação. Os cabeleireiros da tarde foram Davi Adames, 11 anos, Ana Paula Rodrigues, 15 anos, Maria Clara Bottin 11 anos e Maria Cecília Valiati, quatro anos. No começo estavam tímidos, mas depois de algumas passadas de máquina ou de tesoura, logo soltavam o riso e se divertiram com a situação. Maria Cecília, subiu na cadeira para alcançar os cabelos e ficou realizada, com o “trabalho da tarde”. “Ela ficou muito feliz. Se divertiu muito e contou para todos que cortou os cabelos. Isso ameniza muito a impressão que eles têm do hospital e também faz eles esquecerem que estão nesse momento de tratamento”, relata Carin Regina Kerber, mãe da Cecília. O pai, Matheus Vailati, conta ainda que, foi difícil ver ela perder o cabelo e que este momento ajuda ela e outras crianças a desmistificar e amenizar o fato da perda do cabelo.

Para os novos acadêmicos, além do tradicional rito de passagem, que marca o ingresso deles na universidade, a atividade os deixou emocionados ao ver a alegria das crianças. João Gabriel Cantos, 18 anos, contou que não imaginava que o seu primeiro contato com o ambiente hospitalar seria tão marcante. “É muito bom saber que estamos fazendo algo de bom para as crianças. Esse momento vai refletir com certeza nos profissionais que seremos pois, desde o início estamos praticando a empatia com os pacientes”.

A integrante da Atlética e estudante de Medicina, Laura Skonieski ressalta que em sua 4ª edição, o Trote do Bem continua cumprindo com seu propósito de alegrar as crianças e mostrar aos “bixos” o universo do hospital “A atividade é muito especial para a Atlética, porque insere os novos acadêmicos no ambiente hospitalar já no primeiro dia de aula, fazendo com este primeiro contato seja uma experiência de empatia e alegria, e também mostrando que o trote pode ser feito de uma forma legal e positiva”. Além dos acadêmicos, um veterano e membro da Atlética, Vicente Hauli deixou que os pequenos cortassem o seu cabelo, fazendo a alegria dos pacientes.

Para as crianças, o médico coordenador do Centro Oncológico, Pablo Santiago reforça que, além do momento de alegria, o ato de raspar os cabelos é uma atitude não passiva, mas sim ativa, já que, em tratamento muitas vezes eles não têm escolha sobre isso. “A ideia também é permitir que os novos estudantes passem por esse “batismo”, para marcar o início dessa nova fase, aprendendo também a empatia ”.

Foto: Trote do Bem foi um momento de alegria e descontração para os pequenos (Foto Assessoria de Comunicação HSVP/Caroline Silvestro)

Galeria de fotos