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O que devo saber antes de visitar um paciente no hospital?

15/08/2019

 Ninguém gosta ou escolhe estar com a saúde debilitada. Quando precisamos de cuidados médicos temos que repousar e seguir as indicações para se recuperar logo. Quando há necessidade de hospitalização significa que sua saúde precisa de cuidados de profissionais que vão saber ministrar medicação, cuidados especializados e atenção para uma recuperação completa. Um hospital, como o São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo recebe diariamente muitos pacientes, com as mais diferentes comorbidades. Uma estrutura enorme é envolvida para que a pessoa que chegou precisando de cuidado, se recupere o mais rápido possível.

Os profissionais sabem que tem nas mãos a responsabilidade de cuidar de uma pessoa que é amada por uma família e por isso fazem o seu melhor diariamente. O cuidado com: a limpeza do ambiente, a esterilização de materiais e higienização das mãos antes e depois de manusear o paciente é rigorosa. Mas, de nada adianta se a família do paciente também não contribuir na sua recuperação.

É comum que quando alguém fica internado no hospital os amigos e família queiram fazer visitas, porém, isso precisa ser feito de forma consciente e segura. A sujeira, bactérias, vírus estão soltos por aí. No hospital, uma limpeza especial, lavagem das mãos antes e depois de manusear o paciente, esterilização entre outros cuidados são tomados para que eles não cheguem até o paciente. Mas quando você faz uma visita a alguém no hospital, você lava a mão antes de entrar? E depois de sair?

“As infecções podem ocorrer fora ou dentro do ambiente hospitalar, e como nós podemos ser uma fonte de infecção, através da transmissão de agentes infecciosos de um indivíduo para outro, por exemplo resfriados, conjuntivites, gripes, gastroenterites entre outras, devemos ter alguns cuidados ao visitar nossos familiares e conhecidos internados, pois os mesmos estão com a saúde debilitada e mais sensíveis a esses agentes infecciosos que carregamos involuntariamente”, explica a farmacêutica do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Hospital São Vicente Lidiane Riva Pagnussat.
Ao internar, paciente e acompanhante recebem essas orientações e é importante repassar para o restante da família e amigos. Explicar que são cuidados e medidas para o bem do paciente e que, caso não seja possível naquele momento, podem visitar a pessoa em sua casa, a pós alta.

O que é infecção hospitalar?

As infecções são provocadas por agentes infecciosos, como: vírus, bactérias, fungos e protozoários. Apenas uma minoria das pessoas expostas a agentes infecciosos desenvolve doenças infecciosas. Isso se deve ao fato de que, na maioria das vezes, nosso corpo é capaz de barrar a infecção. Entre as defesas do organismo contra infecções, podemos citar a pele, que é uma barreira mecânica; células de defesa e os famosos anticorpos. “Lavar as mãos é a maneira mais eficaz de impedir que esses agentes infecciosos passem de uma pessoa para a outra, por isso, esse é um cuidado que precisa ser tomado, ao vir da "rua" para o hospital. Então é importante lavar a mão antes de tocar no paciente, não sentar no leito, não depositar bolsas e sacolas em cima da cama, ou muito próximo do paciente e evitar visitas caso esteja gripado”, enaltece Lidiane, pontuando ainda que, é fundamental respeitar a orientação do médico para pacientes que não podem receber visitas ou trazer alimentos perecíveis para o hospital. “Tomando esses cuidados, pacientes e comunidade se juntam na luta ao combate da infecção hospitalar”.

A infecção está relacionada com procedimentos de risco, como: cirurgias, sondas vesicais, punções venosas, terapia respiratória, entre outros”. Lidiane explica que agente causador de infecção hospitalar (geralmente uma bactéria), pode ser do próprio paciente. Anualmente, nos países desenvolvidos, entre 5 e 10% dos pacientes internados em hospitais desenvolvem infecção hospitalar. “O risco de um paciente adquirir infecção está presente em qualquer instituição hospitalar ou em outros locais que realizem procedimentos invasivos como clínicas, estéticas, postos de atendimento, etc. 1/3 das infecções hospitalares são preveníveis, no entanto, ainda há muitas que não se pode evitar”, esclarece, completando que “os grupos mais suscetíveis à infecção hospitalar são crianças prematuras, idosos, diabéticos, pacientes com câncer e internados em CTIs”.

Foto: Antes de entrar no hospital, visitantes realizam um cadastro para controle do tempo de visita e quantidade de pessoas no quarto (Foto Assessoria de Comunicação HSVP)

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