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Atenção, pode ser Câncer!

26/08/2019

O projeto de educação continuada “Atenção, pode ser câncer!” do Hospital São Vicente de Paulo, de Passo Fundo, tem como objetivo incentivar o diagnóstico precoce do câncer nas crianças e adolescentes. A iniciativa possui apoio do Comitê de Onco-hematologia Pediátrica da Sociedade Pediátrica do Rio Grande do Sul (SPRS) e do Grupo Regional de Estudos em Leucemias e Hemopatias da Infância e estabelece um canal de discussão sobre as neoplasias na infância e adolescência.

O projeto busca através de fascículos periódicos levar informações e conhecimento aos profissionais da saúde. O último fascículo divulgado trata do tema Retinoblastoma e foi escrito pelo médico Oncologista Pediátrico do Centro Oncológico Infantojuvenil do São Vicente, Dr. Marcelo Cunha Lorenzoni. Para o médico, “a ideia de criar esses fascículos foi para mandar esclarecimentos aos colegas médicos, pediatras e clínicos gerais que atendem as crianças nas cidades de toda região que abrange a área de referência e para fazer o enfoque do diagnóstico precoce do câncer na criança e adolescente”.

Marcelo ressalta que o câncer é uma doença séria, mas com uma curabilidade bem alta se for feito o diagnóstico precoce e correto, além de constituir o tratamento específico o mais rápido possível, para o médico, esse é o sentido da criação do projeto.

Retinoblastoma
O retinoblastoma é um tumor maligno do tecido nervoso embrionário da retina, membrana na parte nervosa do olho que vai transformar os estímulos luminosos em impulsos elétricos para reconhecer a visão no cérebro. É a neoplasia intraocular mais comum em crianças. Conforme Marcelo, “são células malignas que se desenvolvem e acabam destruindo, o que é uma causa importante de cegueira de crianças pequenas, principalmente nos primeiros anos de vida”.

O retinoblastoma é uma alteração que pode ser vista, principalmente em fotografias quando o preto dos olhos, a pupila fica mais esbranquiçado. Há a perda da visão e além disso, causa a destruição de todo o olho. “São tumores agressivos com risco de expansão para a cavidade intracraniana e podem fazer metástase a distância”, explica o doutor.

Em relação ao diagnóstico, Marcelo revela que “a triagem em geral é fácil porque tem essas alterações na fotografia. Então qualquer criança que tenha esse achado deve ser levada o mais prontamente a uma avaliação oftalmológica e o oftalmologista que vai fazer os encaminhamentos necessários para fazer o tratamento específico”.

No caso de a doença estar em estado avançado, o médico diz que é preciso enuclear, ou seja, fazer a remoção desse globo ocular quando está totalmente comprometido “algumas vezes com o uso de quimioterapia e o uso de braquiterapia, que é uma modalidade de radioterapia com implantes, você consegue eliminar esses focos de doença e conseguir preservar uma boa parte do campo visual” avalia Marcelo.

Não há prevenção, no entanto, o diagnóstico pode ser feito precocemente. Além disso, “tem suscetibilidade genética aumentada, quando há histórico da mãe, na família, parentes próximos que tiveram esse tipo de alteração, tem um risco de o filho ter esse acometimento”, revela Marcelo.

Sobre o projeto, Marcelo afirma que “sempre buscamos dar informações sobre algum tipo de patologia, ou sinais, sintomas que podem ser diagnósticos de câncer na infância e adolescência, tudo visando o diagnóstico e encaminhamento para o serviço de referência”.

Foto: Projeto lança anualmente cerca de quatro fascículos e tem autoria de diferentes médicos oncologistas do estado (Foto: Assessoria de Comunicação HSVP/ Scheila Zang)
Foto 2: Dr. Marcelo Cunha Lorenzoni, Oncologista Pediátrico do Centro Oncológico Infantojuvenil do HSVP
 

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