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Câncer de Intestino é o segundo que mais mata

19/09/2019

O Câncer de Intestino, conhecido também como Câncer de Cólon e Reto ou Colorretal, é o segundo com maior incidência em mulheres e o terceiro em homens. Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, o Câncer de Intestino é o segundo que mais mata. O Câncer Colorretal abrange tumores que se iniciam na parte do intestino grosso que é chamado de cólon e no reto, a parte final do intestino, antes do ânus. A maior parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, que são semelhantes a pequenas verrugas, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso.

Segundo o Oncologista Gastrointestinal do Instituto do Câncer do Hospital São Vicente de Paulo, de Passo Fundo, Luis Alberto Schlittler “o câncer de intestino é tratável, e na maioria dos casos, curável, se detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos”. A região Sul é a de maior incidência no Brasil, conforme o médico, a doença atinge pessoas acima de 60 anos, no entanto, estatísticas mostram um aumento de 30% de casos em pacientes com menos de 50 anos. O Instituto Nacional do Câncer estima mais de 35.000 novos casos ao ano e mais de 18.000 mil mortes pela doença.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco relacionados ao desenvolvimento do câncer de intestino são: idade igual ou acima de 50 anos, obesidade, alimentação que não seja saudável, consumo em excesso de carnes processadas e carne vermelha, tabagismo e consumo abusivo de bebidas alcoólicas, histórico familiar e doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn.

Sintomas

Em fase inicial a doença não causa sintomas e somente a colonoscopia, exame que previne a doença, consegue detectar. Apesar disso, existem alguns sintomas que podem dar indícios que de algo não está certo, são eles: sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, ou seja, diarreia e prisão de ventre alterados, dor ou desconforto abdominal, fraqueza e anemia, perda de peso sem causa aparente, alteração na forma das fezes, fezes muito finas e compridas.

Luis frisa que na maior parte das vezes esses sintomas não são causados por câncer, mas “é importante que eles sejam investigados por um médico, principalmente se não melhorarem em alguns dias”, avalia.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico se dá através de biópsia, onde é feito exame de um pequeno pedaço de tecido, retirado da lesão suspeita. A retirada desse fragmento do tumor é por meio da endoscopia do intestino grosso, a colonoscopia.

O diagnóstico precoce é de extrema importância para encontrar um tumor em fase inicial e possibilitar maior chance de tratamento. “Existem muitos exames interessantes, mas o que se encaixa com maior facilidade e chances de diagnóstico é a colonoscopia, avaliação endoscópica interna do intestino grosso”, ressalta Luis. Através da colonoscopia é possível avaliar a presença ou não do câncer, além de pesquisar e retirar em pacientes de risco pequenas verrugas que se formam na parte interna do intestino, os pólipos. A Organização Mundial da Saúde preconiza o rastreamento do Câncer de Cólon e Reto em pessoas acima de 50 anos, por meio da colonoscopia.

A cirurgia é o tratamento inicial, onde se retira a parte do intestino acometido e os gânglios linfáticos, que são pequenas estruturas que fazem parte do sistema de defesa do corpo. Além disso, outras etapas do tratamento, conforme Luis, incluem radioterapia associada ou não a quimioterapia para diminuir a possibilidade de retorno do tumor.

O médico salienta que o tratamento depende principalmente do tamanho do câncer, localização e extensão do tumor. “Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, a chance de cura existe, mas fica bem reduzida”, explica Luis. Após o tratamento é indispensável a realização do acompanhamento médico para monitoramento de recidivas ou novos tumores.

Prevenção

Cerca de 10% dos casos são hereditários, porém a maioria são atribuídos a fatores externos modificáveis, que incluem de forma geral bons hábitos de vida.

Luis relata que a manutenção do peso corporal adequado, prática de atividade física, assim como alimentação saudável são fundamentais para a prevenção do câncer de intestino.

Segundo o médico, uma alimentação saudável é composta, principalmente, por alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, grãos e sementes. De acordo com Luis, esse padrão de alimentação é rico em fibras e além de promover o bom funcionamento do intestino, ajuda no controle do peso corporal. “Manter o peso dentro dos limites da normalidade e fazer atividade física, movimentando-se diariamente ou na maior parte da semana, são fatores importantes para a prevenção deste tipo de câncer”, afirma Luis.

Outro fator que o médico ressalta é que o sangramento intestinal, principal sintoma do câncer de intestino e frequentemente confundido ou atribuído a hemorroidas. “A presença de sangue nas fezes sempre deve ser avaliada por um médico de sua confiança’, salienta.

Uma equipe especializada traz melhores resultados?

Conforme Luis, o foco do atual tratamento nas grandes instituições e a obtenção de bons resultados está em avaliar o paciente com uma equipe multiprofissional, que tenha profissionais dedicados a esta área: oncologia, cirurgia, radioterapeuta, patologista, radiologista, nutricionista, entre outras. “Com uma equipe dedicada e focado as chances de cura aumentam e a qualidade de vida também”, destaca.

Foto: Luis Alberto Schlittler é Oncologista Gastrointestinal do Instituto do Câncer do Hospital São Vicente (Foto: Assessoria de Comunicação HSVP/ Divulgação)

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