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Alimentação influencia no combate a depressão

25/09/2019

O Setembro Amarelo é o mês de conscientização e prevenção do suicídio. Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), 90% das mortes por suicídio estão ligadas a doenças como a depressão, transtorno por uso de substâncias, esquizofrenia e transtornos de ansiedade. A alimentação tem uma relação direta com a saúde e bem-estar físico e mental de uma pessoa. Existem pesquisas que comprovam que uma boa alimentação tem um papel fundamental na prevenção e no tratamento de doenças, dentre elas a depressão.

Conforme a Nutricionista do Hospital São Vicente de Paulo, de Passo Fundo, Tamara Becker, uma das causas da depressão está diretamente ligada à alimentação. “Há evidências de que pessoas depressivas possuem níveis plasmáticos menores de ômega-3, por exemplo, em comparação a pessoas sadias”, relata.

Para Tamara as escolhas alimentares frequentemente são norteadas por “nosso conhecimento e emoções e tudo isso é influenciado pelo ambiente que nos rodeia”. Para aqueles que possuem a depressão, a nutricionista destaca que “não há uma dieta específica ou único alimento capaz de interferir na doença, mas uma alimentação com variedade, moderação e equilíbrio pode ser implementada”.

Alimentos que ajudam no combate a depressão
Tamara evidencia que “a nutrição surge para estes pacientes como um tratamento alternativo ou complementar, visto que alguns nutrientes podem auxiliar”. Vitaminas B12 e B9, o triptofano e o ômega 3 são os principais precursores dietéticos relacionados à depressão e a ansiedade, através do eixo neurotransmissão e alimentação.

Os alimentos que auxiliam no combate a depressão são fontes de:

Vitamina B12: Fígado de boi e galinha, ovo, abacate, farinha de aveia, iogurte natural e outros.

Vitamina B9 (ácido fólico):
miúdos, abacate, legumes, milho, amendoim, vegetais folhosos, grão de bico e outros.

Triptofano:
peixes, peru, ovo, nozes, castanhas, leguminosas (feijão azuki, lentilha, soja), semente de abóbora, levedo de cerveja, linhaça, aveia, arroz integral, chocolate amargo e queijo tofu.

Ômega 3: semente de linhaça, salmão, atum, sardinha, nozes, amêndoas, pistache, óleo de canola, chia, camarão, vegetais verde escuros, leguminosas como feijão, soja, ervilha e grão-de-bico, entre outros.

Foto: A combinação de uma dieta balanceada aliada ao acompanhamento psicológico e a prática de exercícios físicos pode ser a chave para a prevenção e melhora desta doença (Foto: Divulgação)